Connection Information

To perform the requested action, WordPress needs to access your web server. Please enter your FTP credentials to proceed. If you do not remember your credentials, you should contact your web host.

Connection Type

tela_face_mulhere

Mulher Encarcerada

As prisões negam direitos básicos fundamentais da vida. O diálogo de Jesus com a samaritana (Jo 4,5-42), que fazia parte de um povo excluído, oprimido e rejeitado, se repete em cada mulher presa.

O encarceramento em massa das mulheres e de seus filhos por uma sociedade machista e patriarcal as deixam invisíveis. Jesus, que liberta de todas as prisões, diz: “vim para que todos e todas tenham vida em abundância” (Jo 10,20).

O encarceramento feminino tem sido proporcionalmente superior ao masculino nos últimos anos. O próprio Ministério da Justiça assume que a população carcerária feminina do Brasil cresceu 698% entre 2000 e 2016. Essa realidade reafirma a orientação punitivista do sistema penal. Revela, sobretudo, a reprodução das desigualdades e opressões de gênero, e precariza ainda mais as condições de sobrevivência das mulheres presas.

A imposição de estereótipos e papeis sociais às mulheres é combustível central no punitivismo e no encarceramento dos quais são alvo. É importante também ressaltar que a quase totalidade das mulheres encarceradas foram presas por atos que, mesmo classificados atualmente como ilícitos, constituíam como a única possibilidade para sustentar os seus filhos e filhas, já que coube a essas mulheres a tarefa de, sozinhas, cuidarem e proverem.

Nos cárceres femininos, além das precariedades e violências comuns às prisões masculinas, as violações de direitos multiplicam-se: péssimo atendimento à saúde das gestantes, lactantes e mães; separação abrupta das mães e seus/suas filhos/as, incluindo adoções à revelia; falta de notícias dos/as filhos/as; ausência de materiais de uso pessoal e de roupas íntimas; restrições, quando não raro a impossibilidade, para viver a identidade afetiva, psicológica e física; pouquíssimas visitas, vivendo um verdadeiro abandono da família e da comunidade, entre outros.

As mulheres que visitam seus/suas familiares presos/as, apesar de sua perseverança, doação e resistência, passam por inúmeras formas de agressões e dificuldades, desde a revista vexatória, violência extrema, até o comprometimento de grande parte de suas rendas com jumbos e viagens, além dos rótulos e rejeições que sofrem no dia a dia por serem parentes de pessoas presas.

A situação da população LGBTI encarcerada é outra expressão do machismo estrutural. A invisibilidade dessas pessoas é tal que recorrentemente são negligenciadas nos levantamentos e dados governamentais sobre o sistema carcerário. As violências e opressões das quais são alvo provêm de todos os lados, sendo incomum o apoio e a solidariedade.

A Pastoral Carcerária entende que a superação do encarceramento em massa caminha junto com a superação em relação ao machismo, ao patriarcalismo, à homofobia e à LGBTfobia. A luta antipunitivista é também uma luta contra as opressões de gênero.

DOCUMENTOS E RELATÓRIOS SOBRE A MULHER NO CÁRCERE

NOTÍCIAS RELACIONADAS AO TEMA:

Pastoral lança em BH cartilha de formação sobre mulheres presas

A Pastoral Carcerária lançou no sábado (26), na Casa das Irmãs Sacramentinas, em encontro ocorrido em Belo Horizonte, a cartilha de formação para agentes Maria e as Marias nos cárceres. A [...]

Encontro Regional da Pastoral Carcerária em Goiânia debate situação das mulheres presas

Nos dias 19 e 20 de maio, a Igreja Santa Paulina, pertencente à Paróquia São Pio X recebeu de braços abertos os agentes da Pastoral Carcerária durante seu encontro regional. As dioceses de Goiás, [...]

Brasil é o 4º país que mais prende mulheres: 62% delas são negras

Por Maria Carolina Trevisan Em seu blog O sistema prisional brasileiro é um dos que mais prende mulheres no mundo. Somos a quarta maior população carcerária feminina do planeta. Mantemos privadas [...]

Encontro de formação em BH debate mulheres presas e lança cartilha sobre o tema

A Pastoral Carcerária irá realizar em Belo Horizonte, do dia 25 a 27 de maio, um encontro de formação e troca de experiências sobre a questão da mulher presa. Neste encontro, também será lançada [...]