Justiça Restaurativa: A vida pastoral como agente de mudanças

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A missão por um mundo sem cárceres e o enfrentamento às violações de direitos, aliados às práticas restaurativas, mudam a vida das pessoas privadas de liberdade, mas não só. Agentes da Pastoral Carcerária de todo o país têm suas vidas transformadas a partir do comprometimento em ser a presença de Cristo e da Igreja nas unidades prisionais.

Exercitando a escuta, o acolhimento, e a humanização das pessoas presas, agentes são atores ativos na transformação da realidade de pessoas privadas de liberdade, mas também de si mesmos. O desafio da escuta e o privilégio da conexão, com o outro e com a vida passa pelo centramento interior. Você está disposto a trilhar esse caminho?

Conheça a Comunicação Não-Violenta (CNV) como ferramenta para escuta e mediação de conflitos neste link.

Maria Celeste dos Santos, vice-coordenadora regional da Pastoral Carcerária (MA)

Paz e Bem. Eu sou Maria Celeste dos Santos, sou casada, sou mãe de quatro filhas. Tenho 56 anos, contribuo com a Pastoral Carcerária há 20 anos. Sou vice-coordenadora da Pastoral Carcerária do Regional do estado do Maranhão. 

Fui a primeira leiga sem curso superior a coordenar a Pastoral Carcerária Arquidiocesana. Sou missionária, Defensora Popular, mediadora de conflitos e facilitadora de Círculos de Paz.

Entrei na Pastoral Carcerária por conta do meu irmão, que foi barbaramente assassinado. Tive a curiosidade de saber por quê o homem é capaz de cometer tanta maldade. Então percebi que a maldade está dentro de cada um de nós. Me apaixonei pela causa e comecei a vê-los como irmãos. Entendi que não basta só visitá-los, é  preciso saber mas para podermos ajudá-los. 

Recebi um convite da Defensoria Pública do estado do Maranhão para fazer o curso para ser Defensora Popular. Aprendi que devemos saber como, onde, e com quem buscar ajuda. Através da  Defensoria, a Secretária de Segurança do estado do Maranhão nos fez um convite para fazermos o curso de Mediação de Conflitos. São cursos que nos ajudam a compreender o outro. Agora fui convidada pela Irmã Paula para  ser facilitadora de Círculos de Paz. 

Em cada um destes cursos aprendemos a trabalhar o nosso “eu”, só depois podemos ajudar o outro. Cada um destes cursos funciona como uma teia que devemos tecer até formar uma rede. Tudo isso serve principalmente para os nossos trabalhos melhorarem. Para os nossos conhecimentos pessoais e coletivos.

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