Sesc irá realizar conferência com foco em justiça restaurativa

 Em Justiça Restaurativa

O SESC SP está realizando um ciclo de debates com o tema “Conflitos,ampliando olhares”. Em abril, o foco do debate será a justiça restaurativa, que segue uma forma de resolução de confrontos alternativa à justiça tradicional. O Pe. Valdir Silveira, da coordenação nacional da PCr, será um dos palestrantes.
As inscrições começam nesta quinta-feira (23/03), no site do Sesc. Além do Pe. Valdir, Petronella Boonen, Doutora e mestra em sociologia da educação pela USP com tese sobre Justiça Restaurativa e Cristina Telles Assumpção, mediadora de Conflitos formada pelo Instituto Familiae, com extensão em Justiça Restaurativa, participarão do ciclo.
Para obter mais informações e se inscrever, acesse http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/ciclo-conflitos-ampliando-olhares
Abaixo, a proposta do ciclo:
Um conflito se define por um impasse, por dois caminhos a primeira vista inconciliáveis. Estes podem ser de diversas ordens (geopolítica, religiosa, pessoal, etc) e aparecem de cotidianamente em nossas vidas.
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Apesar disso, os conflitos são vistos com estranheza, com incomodo, como algo que deve ser rapidamente resolvido e não como mais um fenômeno de nossa realidade que não necessita ser resolvido de maneira bilateral, podendo significar um momento de mudança, uma oportunidade para o diálogo e a compreensão.
As práticas de Justiça Restaurativa seguem a segunda visão sobre o conflito e surge como contraposição à concepção tradicional da justiça criminal.Essa nova visão de justiça propõe um novo paradigma na definição de crime e dos objetivos da justiça.
Nessa perspectiva, concebe-se o crime como violação à pessoa e às relações interpessoais, e o papel da justiça deve ser o de restauração dessas violações, ou seja, a reparação dos danos causados não somente à vítima, mas também à sociedade, ao ofensor e às relações interpessoais. Enquanto, em sentido contrário, a justiça punitiva-retributiva coloca o crime como um ato meramente violador da norma estatal, cabendo, como reação a essa conduta, a imposição de uma pena.
Na justiça punitiva-retributiva, há a centralidade das figuras do Estado, da pena e da atribuição da culpa como forma de compensar as consequências do delito. As primeiras experiências em Justiça Restaurativa vieram do Canadá e da Nova Zelândia e ganharam relevância em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.
As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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