Pastoral Carcerária lança pesquisa “Missão da Pastoral Carcerária e Ações de Justiça Restaurativa”

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A Pastoral Carcerária Nacional lança nesta quarta-feira (28) a pesquisa Missão da Pastoral Carcerária e Ações de Justiça Restaurativa.

Para acessar a pesquisa na íntegra, clique aqui.

A pesquisa surgiu da ideia de entender o que os agentes da pastoral pelo país vivem e pensam em relação à Justiça Restaurativa (JR), para que a coordenação nacional possa se aprofundar e atuar de forma mais precisa no tema. A Justiça Restaurativa é um dos pontos presentes na Agenda Nacional pelo Desencarceramento, uma ferramenta e forma de pensar diferente do punitivismo do cárcere.

A JR trabalha com o reconhecimento, a responsabilidade e a reparação, junto com a comunidade, para que aconteça a reconexão entre os indivíduos. A JR trabalha o diálogo e a escuta ativa, através da historicidade de cada um.

A pesquisa contou com 101 respostas de agentes pastorais de todas as regiões do Brasil. “É uma amostragem de dados e de vivências, que trazem à PCr Nacional o olhar e a experiência do que não é relatado pelo sistema prisional brasileiro”, diz Irmã Joselene Linhares, uma das pessoas responsáveis pelo trabalho.

A pesquisa é um levantamento inicial para que a PCr nacional consiga atuar de forma mais eficiente e objetiva na questão da JR. O fato de muitos dos agentes verem o tema como importante é animador: 82% dos entrevistados estão dispostos a continuar sua formação no processo da JR, pois acreditam que ela é um importante instrumento de restauração de conflitos sociais, e 44% considera que a JR tem conteúdos eficazes que levam à restauração, conexão, percepção, à escuta ativa e melhora das relações humanas/institucionais e à responsabilização.

O Brasil é o terceiro país do mundo que mais encarcera, e isso não diminui a violência, só a faz aumentar. A JR é um dos possíveis caminhos para um mundo sem cárceres.

“Utopia não é o mundo sem cárceres, utopia é acreditar que o sistema carcerário resolve qualquer coisa. É um espaço que adoece, adoece quem está privado de liberdade, quem trabalha e quem visita”, conclui Vera Dalzotto, assessora da PCr Nacional para a questão da Justiça Restaurativa.

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