As Pastorais Sociais não são um Apêndice ou penduricalho da Igreja

 Em Igreja em Saída, Notícias

Por Ir. Silvio
Da CNBB Regional Oeste 1

As pastorais sociais da CNBB Regional Oeste 1, se reuniram nesta sexta-feira (22) para um dia de oração e reflexão sobre o seu verdadeiro papel na Igreja. O encontro foi assessorado pelo Professor Edimilson Schinello do Instituto de Teologia/UCDB, que transitou pelo Segundo Testamento, desde Jesus Cristo até à formação da Instituição Igreja.

Com uma metodologia prática e interativa, Edimilson fez os participantes, representantes das Dioceses de Dourados, Corumbá, Três Lagoas e Campo Grande, passearem pelos quatro Evangelhos e as Cartas Paulinas refletindo sobre a presença marcante da ação evangelizadora de Jesus e da Igreja.

Não existe evangelização sem a presença das pastorais sociais. Não se pode comungar o Corpo de Cristo e dar-se por satisfeito, quando ao redor dos templos existem filhas e filhos de Deus, famintos e marginalizados. Uma Igreja, que não valoriza as pastorais sociais é uma Igreja pela metade. As demais pastorais, só têm razão de ser e só cumprem seu papel como deve ser se se envolve com a dor e as realidades do outro.

Nossa Igreja no Mato Grosso do Sul, tem uma dívida muito grande com as realidades mais gritantes das nossas comunidades. Não é raro encontrar pessoas, que seja por qual motivo for, estão mergulhadas na dor de viver na periferia social e existencial, principalmente os Povos Indígenas, as Comunidades Tradicionais e os usuários de drogas.

Enquanto as pastorais sociais, se contentarem em ficarem em seus quadradinhos, zelando por uma estrutura que não evangeliza de verdade, o Reino de Deus continua sendo violentado pelas forças do mal que se unem cada vez mais, para

flagelarem os mais vulneráveis. É hora das pastorais se unirem, num só corpo, para salvarem tantas vidas que estão à mercê de um mundo sempre mais individualista e desumanizador.

Estamos muito preocupados com a conversão, e acabamos esquecendo, que toda conversão nasce da subversão de atitudes de pecados, que se estruturam com cada vez mais ousadia e arrogância em meio às nossas comunidades.

A Igreja nos pede, por meio das suas Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora para o Brasil, que caminhemos na direção de uma conversão, que passa pela Iniciação à Vida Cristã para todos, e que este caminho será sempre sustentado pela Palavra de Deus, pelo Pão, que é a Liturgia e a Espiritualidade, pela Caridade, que é a garantia de vida plena para todos, e a verdadeira marca de uma conversão, nossas comunidades transformadas em Comunidades Eclesiais Missionárias.

É por isso e por tudo isso, a convicção de que as Pastorais Sociais não são um apêndice, que se corta e joga fora, e menos ainda uns penduricalhos, que se pode usá-los ou não. As pastorais sociais são essenciais no processo de evangelização. Quem considera as pastorais sociais como um elemento de menos, ou um aporte ideológico, não entendeu nada dos milagres e as curas que Jesus realizou.

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