Irmã Petra visita presídios e realiza formação com agentes da PCr em municípios da Bahia

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A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, Irmã Petra Silvia, acompanhada da assessora Vera Dalzotto, realizou uma visita aos municípios de Eunápolis e Teixeira de Freitas, na Bahia, com o objetivo de conhecer a situação das prisões, conversar com a PCr da região, realizar espaços de  formação com agentes da pastoral e se reunir com autoridades.

Na quinta-feira (29), foi visitado junto com a pastoral local o presídio de Eunápolis. A unidade é privatizada, administrada pela empresa Reviver.

Em conversas com os presos, estes reclamaram de superlotação, comida azeda, acesso precário a tratamentos de saúde (há surtos de tuberculose em todos os presídios da região); o castigo está superlotado, com 15 pessoas em uma cela pequena, onde não há camas, apenas alguns colchões em uma rede, e os presos no castigo tem apenas duas horas de banho de sol na semana.

A unidade tem um número muito significativo de agentes, que disseram fazer um curso de treinamento de cinco dias antes de começarem a trabalhar na prisão, e destacaram o rodízio considerável de funcionários.

Ao chegar em Teixeira de Freitas, a coordenadora nacional se reuniu com a Pastoral local, na paróquia São Francisco. Estavam presentes quinze agentes da PCr, e, durante uma hora e meia, se realizou uma breve formação, sobre temas como o objetivo da Pastoral e a Agenda Nacional pelo Desencarceramento. Irmã Petra também participou de um debate na rádio Eldorado em Teixeira de Freitas, com destaque ao massacre em Altamira.

Depois segui-se a visita à prisão. Em Teixeira de Freitas, o presídios é estadual. Dos 742 presos 222 são condenados e 504, incluindo as mulheres, são provisórios. 43 mulheres estão em uma ala separada, e dessas, 37 são presas provisórias provisórias.

Por fim, Irmã Petra e a pastoral carcerária da diocese de Teixeira de Freitas se reuniram com representantes da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para discutir a Agenda Nacional pelo Desencarceramento, práticas não punitivas e a possibilidade de uma articulação em relação aos presos que estão fora da sua comarca, problema que afeta os dois municípios, e os presos que já cumpriram a pena mas continuam na prisão.

 

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