Um em cada três presídios paulistas tem superlotação igual ao Carandiru

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Dos 77 presídios paulistas, 28 têm mais que o dobro de presos que a capacidade que comportam, conforme apontou reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, publicada no início de abril.
A situação merece especial atenção neste momento em que há o julgamento do Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, tendo em vista que à época a extinta unidade prisional, com capacidade para 3,5 mil presos, abrigava 7.257 detentos, ou seja, duas vezes mais do que poderia comportar. 
Atualmente, em quatro presídios paulistas, a superlotação é bem maior que o dobro da capacidade. Na unidade Hortolândia III, no interior paulista, por exemplo, há 500 vagas, mas estão presas 1.650 pessoas.
No ano do Massacre do Carandiru, o Estado de São Paulo tinha 32 unidades penitenciárias, com taxas de 94,4 presos por 100 mil habitantes. Hoje, a razão é de 481 presos por 100 mil habitantes, nas 156 unidades prisionais paulistas.
O jornal O Estado de S.Paulo ressalta que a superlotação do Carandiru é apontada como uma das causas do massacre de 1992. “As mortes ocorreram depois que dois presos iniciaram uma briga que rapidamente levou a uma rebelião. Policiais militares foram chamados para conter os rebelados e acabaram provocando o massacre”, consta em um dos trechos da reportagem.
Especialistas consultados pelo jornal consideraram que o sistema penitenciário paulista piorou nos últimos 20 anos, de tal modo que faltam funcionários para administrar a superlotação carcerária, o que permitiu que os presos passassem a fazer tal controle, ajudando a formar grupos organizados como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM

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