Presos participam da missa do lava-pés em Itabuna (BA)

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Na Quinta-feira Santa, 28 de março, oito das 12 pessoas que tiveram seus pés lavados pelo sacerdote da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Itabuna (BA), frei Genilton, eram presidiários do Conjunto Penal de Itabuna.

Na celebração do lava-pés, a Igreja, seguindo o exemplo de Jesus, se põe a serviço preferencial em favor dos pobres. Em Roma, o papa Francisco conduziu essa celebração em um presídio para adolescentes, sinalizando que a Igreja deve estar ao lado de todos que sofrem: inclusive os presos.
A atividade foi autorizada pela Juíza da Execução Penal, doutora Antonia Faleiros, e acompanhada por policiais à paisana que estavam presentes, em harmonia com a direção do Presídio. Tudo ocorreu em completa normalidade e com participação bastante atenta dos detentos na celebração, que foi coordenada pela Pastoral Carcerária local e pelo Conselho da Comunidade, tendo à frente como coordenadores, respectivamente, Davi Pedreira e Ivone Montenengro, e frei Genilton.
Em março, o Conjunto Penal de Itabuna foi alvo de intensa preocupação por parte de toda a sociedade, em face da operação policial que está em curso para tentar conter a criminalidade, que, efetivamente tem relação direta com a situação de abandono e descaso do Estado da Bahia com esta unidade prisional, o que propiciou o surgimento de facções no sistema prisional local.
Conforme relato dos agentes locais da Pastoral Carcerária, essa operação policial tem sido acompanhada de perto pelas Igrejas Católicas e Batista Esperança, pela OAB local e outras entidades da cidade de Itabuna, que já realizaram dois encontros com familiares de presos e a direção do presídio na Igreja Santa Rita de Cássia e os representantes destas entidades têm visitado periodicamente o presídio.

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