Persistência e solidariedade são as bases da PCr de Pará de Minas (MG)

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PCr Para de Minas“O agente de pastoral recebe o chamado de Deus para dar um passo na direção do excluído, e quando vamos lá, vamos para levar até os nossos irmãos o amor de Deus. Não vamos para julgar, não olharmos o que a pessoa fez, não perguntamos isso por uma questão ética, e até porque a sociedade já julga os detentos. Eles são acusados e julgados por todos, então, não cabe à Igreja julgar ninguém. Cabe à Igreja acolher, visitar e levar para eles um pouco de amor”.
É assim que Heleno Gomes, coordenador da Pastoral Carcerária de Pará de Minas (MG), resumiu, em recente entrevista à emissora TVI, os propósitos dos trabalhos que a PCr local realiza há quatro anos na unidade prisional da cidade.
Atualmente, 14 agentes de pastoral junto aos padres que atuam na região prestam serviço de assistência religiosa aos presos, com visitas e a celebração de missa. A Pastoral também promovem campanhas de solidariedade, para amenizar o sofrimento dos encarcerados.
“No Natal passado e no anterior, nós da Igreja Católica e uma igreja evangélica fizemos a campanha do Natal dos Detentos, quando nós montamos um kit e entregamos para cada um daqueles que lá estão, para aumentar a autoestima deles, para que se sentissem lembrados pela sociedade, pela Igreja, para saberem que não estão lá excluídos”, afirmou Heleno.
O Coordenador local da Pastoral Carcerária também enfatizou que os agentes estão atentos às condições a que os presos são submetidos. “Quando sabemos de alguma irregularidade que eles reclamam conosco, situações em que possam estar sendo tratados de maneira inadequada, nós levamos a situação até a direção do presídio, que toma as providências. Então, nós temos o dever de anunciar a Palavra de Deus e denunciar qualquer tipo de violação de direitos, ou outras situações que possam estar dificultando a ressocialização do nosso irmão encarcerado”.
Atualmente, a cadeia de Pará de Minas está superlotada, com media de 15 detentos por cela, quando o ideal seria de seis presos, o que faz com que hoje haja 970 encarcerados em um ambiente onde a capacidade máxima projetada é para 396 pessoas.
“Fica difícil! Na hora que eles vão dormir, é uma dificuldade, muitos estão dormindo no chão, em colchões. Já levamos essa situação ao conhecimento da direção do presídio, fizemos uma reunião no final do ano passado, na qual a comissão de direitos humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais esteve, e se tomou decisões para se fazer um esvaziamento dessa situação, mas até agora não foi feito nada. Pelo contrário: em dezembro do ano passado, nós estávamos com 852 detentos no presídio, hoje está com 970. A coisa piorou!”, lamenta Heleno.
 
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