Em assembleia, PCr do Mato Grosso do Sul ressalta a garantia de direitos dos presos

 Em Notícias

interna superior Mato Grosso do SulA cidade de Jardim (MS) acolheu, de 5 a 7 de junho, a assembleia estadual da Pastoral Carcerária do Mato Grosso do Sul, que teve como tema “unidade na diversidade”, e contou com a participação de 70 pessoas, entre agentes da PCr estadual e representantes da Pastoral Carcerária Nacional.
Um dos enfoques da assembleia foi tratar sobre a garantia de direitos dos presos à saúde, tema que foi refletido pelo Padre Almir Ramos, assessor nacional de saúde da Pastoral Carcerária.
Padre Almir comentou sobre o cuidado com a saúde dos presos e a apresentou as bases da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), instituída em 2014 para atender, preferencialmente, as delegacias de polícia e cadeias públicas com até cem pessoas presas; e também falou do Plano Nacional de Saúde Sistema Penitenciário (PNSSP), que tem por objetivo organizar o acesso da população carcerária ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Quem também esteve na assembleia estadual foi o advogado Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico nacional da Pastoral Carcerária, que comentou que todo preso têm direito a educação. Ele destacou que a nenhum encarcerado pode ser negada a presença do agente de pastoral no cárcere, nem o direito ao diálogo reservado, se assim desejar.
Paulo também afirmou que a Pastoral defende a criação das ouvidorias externas ao sistema prisional, e estimulou que os agentes denunciem as irregularidades que verificarem nas prisões daquele estado às autoridades competentes.
 
Atuação das dioceses
Interna inferior Mato Grosso do SulDurante a assembleia, conduzida por Zilda Maria Nacao, coordenadora estadual da PCr do Mato Grosso do Sul, os agentes das dioceses partilharam o que têm realizado, referente às conquistas e dificuldades para a evangelização nos cárceres e à garantia do direito dos presos.
Na Diocese de Coxim, há parcerias com outras pastorais, movimentos e associações da Igreja Católica, bem como com ONGS, além de contato permanente com a Defensoria Pública e os órgãos de assistência social do estado. Periodicamente, são organizadas visitas nas prisões para momentos de oração e missas, e há atenção aos familiares dos presos.
Na Diocese de Corumbá, a PCr local também está integrada com outras pastorais. Situação similar é vivida na Diocese de Dourados, especialmente em Ponta Porã, onde alguns padres visitam os cárceres com regularidade, envolvendo as paróquias na celebração das missas nos presídios. Há bom contato com os diretores dos presídios e visitas aos familiares dos detentos.
Em Campo Grande, a PCr arquidiocesana tem destacada parceria com a Pastoral do Menor e os Vicentinos, além de diálogo constante com o Ministério Público, Defensoria Pública, entidades de direitos humanos, conselho da comunidade, direção dos presídios. Regularmente são realizadas missas nas unidades prisionais.
 
Psicologia com instrumento para lidar com os presos
No domingo, 7 de junho, último dia da assembleia, as atividades foram iniciadas com missa, com a participação dos agentes da PCr e da Pastoral Familiar.
Na sequência, houve a palestra da psicóloga Gisela Barros, de Corumbá, que tratou sobre a subjetividade do interno e qual deve ser o comportamento do agente de pastoral durante as visitas às prisões. A psicóloga lembrou que o ser humano precisa se relacionar com Deus, e que a psicologia pode ajudar nesse processo.
Sirley Aparecida, de Coxim, falou de um projeto pronto para capacitação dos agentes da pastoral em justiça restaurativa e das escolas de perdão e reconciliação (ESPERE). Ela e Maria Clara, de Dourados, vão ministrar esse curso para os agentes estaduais, entre 9 e 11 de outubro, em Campo Grande, capital do estado.
Por fim, ficou definido que a próxima assembleia estadual, que elegerá uma nova coordenação, acontecerá entre 27 e 29 de maio de 2016, em cidade a ser definida. O bispo da Diocese de Jardim, Dom João Gilberto, que esteve no primeiro dia das atividades, retornou ao fim dos trabalhos para abençoar os participantes e deixar-lhes uma mensagem de estímulo: “um agente de pastoral deve se preparar e saber qual é a sua contribuição. A missão começa agora!”.

DEIXE UM COMENTÁRIO