PCr da Arquidiocese de Vitória realiza encontro de formação para novos agentes

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Da Arquidiocese de Vitória 

Aconteceu no último sábado o Encontro de Formação para novos agentes da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de Vitória. O momento marcou uma renovação nos trabalhos, que ficaram paralisados após o início da pandemia de Covid-19. Segundo padre Vitor Noronha, Diretor Espiritual da Pastoral Carcerária, mais de 70 pessoas participaram dessa formação.

“Foi algo bem importante, pois tivemos gente de todas Áreas Pastorais, três padres, quatro seminaristas, um propedeuta, duas religiosas, duas leigas consagradas e muitos/as leigos/as, sendo que parte muito significativa era jovem. Então, foi algo bem ministerial e com clara perspectiva de renovação”, relata.

A Irmã Bárbara, que é religiosa e atuou muitos anos na Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória, esteve no encontro conversando com todos os presentes. Ela afirma se sentiu muita alegria e ânimo de ver este novo momento e entendeu que a formação foi um momento profundo sobre a espiritualidade e missão da Pastoral Carcerária.

“Toda equipe da coordenação se colocou à serviço, todas as falas foram profundas e brilhantes. Primeiramente eu senti que padre Vitor tinha grande força de convocação. Ele chamou, convocou e muitos vieram e se sentiram chamados de conhecer a Pastoral Carcerária e de ser agente. Isso foi um grande diferencial: a convocação e muitos que querem ser discípulos missionários no cárcere”.

Ainda para a religiosa a espiritualidade da Pastoral Carcerária e sua missão foi um outro destaque na formação. “A espiritualidade é centrada em Jesus Cristo libertador, visa a pessoa encarcerada, enxergando-a como uma pessoa humana, como cada um de nós. A Pastoral Carcerária vai em nome de Deus para evangelizar. Centrada em Jesus Cristo, na compaixão, na misericórdia, na solidariedade. Uma evangelização que anuncia o reino e denuncia as maldades e a violação dos Direitos Humanos. Evangelizar e promover a dignidade humana”, conclui.

Uma das participantes e nova agente é Kamila Vieira de Moura, Mestranda em Política Social. Ela conta que o chamado à Pastoral Carcerária surgiu a partir da ordenação do Padre Vitor e da divulgação dele nas comunidades sobre a importância dessa pastoral e a necessidade que havia em fortalece-la.

“Era uma pastoral que, apesar de nunca ter participado, já conhecia e sabia da sua importância em dois sentidos: o de levar o evangelho ao irmão excluído no cárcere e também de contribuir nessa realidade com denúncias e outras intervenções que buscassem a defesa dos direitos humanos daquelas pessoas. O sim para a pastoral foi uma união da admiração por esse trabalho mais a necessidade anunciada de agentes que estejam à serviço”.

E sobre a formação para os novos agentes ela acredita que foi um momento de partilhas e trocas de conhecimentos onde puderam ter acesso as experiências práticas como as vivências de outros agentes nas unidades e os conteúdos teóricos tanto sobre a espiritualidade e objetivos da pastoral quanto sobre as legislações, que são importantes para o conhecimento das possibilidades nesse ambiente.

Os agentes que participaram da formação no sábado serão cadastrados na Secretaria de Justiça (Sejus) e o tempo enquanto aguardam esse cadastramento estarão acompanhando os agentes da Pastoral Carcerária que já atuam no cárcere e o Diretor Espiritual nas missas do final de ano, na condição de visitantes.

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