Pastoral Carceraria da Arquidiocese de Belo Horizonte celebra 40 anos de sua existência

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Este ano a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belo Horizonte celebra 40 anos de sua existência e caminhada. O evento celebrativo foi realizado no dia 9 de outubro de 2021, na Catedral Arquidiocesana Cristo Rei, último projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, obra ainda em fase de construção.

O dia celebrativo foi brindado com a presença de 43 novos agentes de pastoral, que viveram um dia de intensa formação, começada com a leitura orante da Palavra e terminada com a celebração festiva presidida por Dom Júlio César Gomes Moreira, Bispo Auxiliar, na Catedral Cristo Rei, coração da Igreja de Belo Horizonte.


A intensa jornada formativa quis transmitir às pessoas que acolheram o convite de participar da pastoral, maior expressão da Igreja em saída e samaritana, a paixão pelos excluídos entre os excluídos, explicando o que é a pastoral, sua espiritualidade e mística, os aspectos jurídicos e eclesiais, a questão da mulher presa, o todo contextualizado na linha do tempo, memória de uma caminhada que dura no tempo e cujos atores continuam hoje construindo o sonho de um mundo sem cárceres.

Participaram deste momento celebrativo a Irmã Petra Pfaller, Coordenadora Nacional e o Padre Gianfranco Graziola, assessor Teológico da Pastoral Carcerária Nacional, parabenizando a Pastoral Carcerária da Arquidiocese, encorajando-a a continuar a ser presença da Igreja no mundo dos cárceres sem, porém, esquecer a grande meta que é “o sonho de Deus, de um mundo sem cárceres”.

Por isso, a partir do objetivo geral da Pastoral Nacional, realizaram uma reflexão sobre a Pastoral Carcerária no Atual Projeto Eclesiológico a partir das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

A celebração das quatro décadas da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belo Horizonte teve sua conclusão com dois momentos significativos, a romaria ao Santuário da Serra de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira do Estado de Minas Gerais, no domingo dia 10 de outubro, onde na celebração da tarde foram lembrados seja os agentes da pastoral carcerária como os privados e as privadas de liberdade, colocando mais uma vez no colo da mãe as dores, as alegrias e as esperanças para um mundo sem cárceres.

No dia seguinte, a visita ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto – PIEP juntamente com a Coordenadora arquidiocesana Ana Lúcia, o vice coordenador Gustavo e a responsável da equipe local Aurora.

A visita foi um momento de intensa humanidade e espiritualidade, encontrando Maria e as marias no cárcere, ouvindo suas dores e colhendo sua alegria para a volta da presença da Pastoral Carcerária.

Também isso é o sinal de um mundo sem cárceres que ultrapassa as barreiras arquitetônicas e as muralhas de ódio e exclusão humanas para construir aquele sonho de Deus que é a civilização do Amor e uma nova humanidade sem prisões.

Padre Gianfranco Graziola

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