No dia das crianças, PCr do MT divulga carta aberta pelas crianças com pais nas prisões

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A Pastoral Carcerária do Mato Grosso e a CNBB Regional Oeste 2 lançaram nesta terça-feira (12) uma carta denunciando a continuidade da suspensão das visitas presenciais no Estado, prejudicando famílias, filhas e filhos. “Há meses, várias entidades e movimentos sociais pedem à Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso que apresente à sociedade um plano de retomada das visitas, justamente para evitar esse atraso desnecessário que estende o sofrimento das pessoas. Porém, a promessa de retorno, tão logo a janela de imunização fosse atingida nas unidades vacinadas, foi substituída por adiamentos mal explicados”, afirma o documento.

Após a divulgação da carta, já houve resposta por parte do poder público, com o agendamento de uma reunião para discutir a volta das visitas nas unidades prisionais vacinadas em dia. Confira abaixo a carta na íntegra:

CARTA ABERTA PELAS CRIANÇAS COM PAIS NAS PRISÕES EM MATO GROSSO

Hoje é Dia das Crianças. Mas, centenas de meninas e meninos em Mato Grosso não poderão receber o abraço de seus pais, porque gestores públicos insistem em manter a suspensão de visitas presenciais, mesmo depois da imunização completa em várias unidades prisionais e da revogação dos decretos de restrição sanitária em todo o estado.

Há meses, várias entidades e movimentos sociais pedem à Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso que apresente à sociedade um plano de retomada das visitas, justamente para evitar esse atraso desnecessário que estende o sofrimento das pessoas. Porém, a promessa de retorno, tão logo a janela de imunização fosse atingida nas unidades vacinadas, foi substituída por adiamentos mal explicados.

Hoje é Dia das Crianças, mas desde o início da pandemia já se passaram Dia das Mães, Natais, aniversários, Dia dos Pais, finais de semana, solidões incontáveis… pois Mato Grosso foi um dos poucos estados que decretou fechamento absoluto do sistema, enquanto outros estados, com as mesmas dificuldades, buscaram alternativas mais humanizadas.

A Legislação Brasileira diz que a pena não pode ser estendida àqueles que não a transgrediram. É triste que, na prática, parece que muitas vezes isso não tem validade para os familiares de pessoas privadas de liberdade, mesmo quando se trata de crianças inocentes com saudades de seus pais.

Que Nossa Senhora Aparecida interceda pela cura da dureza dos nossos corações.

Pastoral Carcerária do Regional Oeste 2 da CNBB

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