Superlotada, penitenciária no Piauí serve refeições a presos em sacos plásticos

 Em Combate e Prevenção à Tortura

Capa Piaui comida saco plasticoUma denúncia do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), publicada pelo Portal UOL, dá conta os presos da Penitenciária Mista de Parnaíba, cidade a 354 km de Teresina, capital do Piauí, estão se alimentando em sacos plásticos em vez de vasilhas ou pratos. Além disso, eles estariam comendo diretamente com as mãos, pois não há talheres.
Segundo o Sinpoljuspi, pelo menos mais da metade dos presos está recebendo as refeições em sacos plásticos. “Com o uso diário e o tempo, o plástico dessas vasilhas endurece e se quebra. A Sejus [Secretaria de Estado de Justiça] não está repondo e disponibiliza sacos plásticos para as refeições serem distribuídas”, afirmou o presidente do sindicato, Vilobaldo Carvalho.
A penitenciária de Parnaíba tem lotação para 136 presos, mas está com 479, entre homens e mulheres, mais de três vezes que a capacidade que possui. Há no local sentenciados em regime fechado, presos que conseguiram progressão de pena e estão no semiaberto, e internos provisórios aguardando julgamento.
Além da superlotação e fornecimento precário de alimentação, os presos da Penitenciária Mista de Parnaíba convivem em precárias condições. De acordo com o Sinpoljuspi, há insalubridade em toda parte, com celas quentes e úmidas, além do fato de o prédio, por ser de tijolos, estar com as paredes desmanchando por conta das salinas.
Interna inferior Piaui comida saco plastico“O presídio também têm muitos problemas recorrentes nas instalações elétricas e hidráulicas, além da falta de estrutura”, comentou Vilobaldo Carvalho ao Portal UOL. Além disso, segundo relatório do CNJ, a penitenciária não possui aparelhos de raios-x e os visitantes são submetidos a procedimentos de revista vexatória.
Em resposta às denúncias, o superintendente de administração penitenciária do Piauí, Wellington Rodrigues, informou que o governo estadual está adquirindo um lote de 2.500 vasilhas para suprir a necessidade dos presos, mas que “está com dificuldades na aquisição por conta da quantidade que está indisponível no mercado”.
Rodrigues atribuiu o “sumiço” das vasilhas ao fato de os agentes penitenciários não recolhem as vasilhas. O Sinpoljuspi rebateu, afirmando que as 5 mil vasilhas entregues pelo governo estadual foram de material descartável, tipo “quentinha” e já acabaram O sindicato também respondeu que não há descontrole em recolher as poucas vasilhas de plástico que ainda restam em Parnaíba.
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