PCr na Paraíba realiza assembleia estadual pela 18ª vez

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Entre os dias 19 a 21 de abril, a Pastoral Carcerária do Estado da Paraíba esteve reunida em Santa Fé, no Santuário do Padre Ibiapina, município de Solânea. Foi a 18ª assembleia estadual da história, que contou com a participação de 60 pessoas das cinco dioceses paraibanas: Cajazeiras, Patos, Campina Grande, Guarabira e João Pessoa. O bispo de Guarabira, dom Francisco de Assis Dantas Lucena, que é da presidência do Regional Norte 2 da CNBB, acompanhou a atividade.
Na abertura, na sexta-feira, 19, houve meditação sobre o texto da conversão de São Paulo, que antes de se converter fazia questão de prender os cristãos e até assistia à morte, como o apedrejamento do diácono Estevão. Paulo, era um representante do império que, em nome das tradições, perseguia com todas as forças a vida cristã. Na verdade, ele perseguia o próprio Jesus. A sua conversão se deu a partir da revelação de Jesus que o chamou pelo nome e a ele se manifestou como perseguido na pessoa dos cristãos. A partir dai, aconteceu a conversão de Saulo que depois de batizado assumiu a vida cristã, passando de perseguidor para perseguido por causa de Jesus.
De acordo com o padre Bosco Nascimento, coordenador estadual da pastoral, durante a reflexão, “lembramos que a conversão deve fazer parte da vida de toda pessoa cristã e de nossos agentes de pastoral. Nenhuma pessoa é tão cristã a ponto de que não precise de conversão. Também conceber que Deus chama à conversão quem ele quer. Que não nos escandalizemos com a conversão dos perseguidores e dos tiranos que por ventura encontrarmos”.
No sábado, dia 20, pela manhã, as reflexões foram sobre a identidade pastoral, quando se destacou que “para fazer parte de uma pastoral precisamos tomar como nossa a sua identidade. Tivemos, portanto, a oportunidade de ver a realidade de nossas prisões, pensar a nossa missão, mesmo lembrando que Deus quer um mundo sem prisões. Enquanto elas existem, vamos visitar para encontrarmo-nos com Jesus, o mesmo que adoramos no sacrário se encontra nos isolados das prisões: ‘Eu estava preso e vocês foram me visitar’”, recordou o padre.
Ainda segundo o sacerdote, a missão dos agentes é encarnada, sócio-transformadora e solidária, profética, audaciosa e apaixonada pela vida e reconciliadora. Houve ainda reflexões sobre a espiritualidade, “que é algo que nos envolve e não momentos de oração ou adoração que chamamos de espiritualidade, como também pudemos meditar como deve ser a oração do agente de pastoral: confiante, persistente e precisa”.
Durante a assembleia também se falou sobre o acesso da PCr nas unidades prisionais, destacando que isso não pode ser negado, como por muitas vezes o estado tenta negar. Houve o estudo das resoluções de que os agentes dispõem, sobretudo, a número 8 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
Por fim, aconteceram reflexões sobre a saúde no sistema prisional do país e o levantamento que a pastoral pretende fazer para saber o tipo de atendimento dispensado pelo estado e como anda o atendimento aos doentes e idosos, mulheres etc.
“O encontro foi muito positivo. Momento celebrativo, de partilha da realidade, formativo e também de confraternização. Os participantes ficaram muito gratificados e reanimados para continuar a missão juntos aos encarcerados do nosso estado, com a consciência de que necessitamos de formar mais agentes para essa missão”, avaliou padre Bosco.

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