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Defensora da população carcerária é homenageada pela Igreja em Santos

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DNJ carceraria homenageadaPor lutar pela dignidade da população carcerária e entes, a defensora pública popular Andrelina Amélia Ferreira será homenageada em 19 de outubro com o 1º Prêmio Inspirar, pela Pastoral da Juventude da Diocese de Santos. A data é celebrada como Dia Nacional da Juventude (DNJ). A homenagem é justamente um reconhecimento a quem faz a clara opção preferencial pelos jovens e marginalizados, sendo a honra também dada a advogada pró-LGBT Rosangela Novaes e a advogada Verônica Maria Teresi, pesquisadora sobre tráfico sexual.

O trio participará no dia 19 de um debate no DNJ, às 9h, e ao meio-dia receberá as láureas no Colégio Stella Maris (Av. Conselheiro Nébias, 771, Boqueirão, Santos). “A cerimônia é ainda uma forma de aproximar e mostrar aos jovens pessoas que inspiram exemplo de vida. Torna-se assim um momento de reflexão para que os presentes se despertem a ser protagonistas contra o preconceito”, justifica o coordenador da Pastoral da Juventude, Lincoln Spada.

Com estimativa para receber mais de 150 jovens, a data é comemorada desde 1985 na Baixada Santista. Neste ano, o evento ainda terá sessões de cinema, oficinas de dança, música e fotografia, além de esportes, teatro de rua e debate com os deputados eleitos da Baixada Santista. Programação disponível em: http://www.dnjsantos.wordpress.com.

Andrelina Amélia Ferreira, vulgo Andreia M.F.

Nascer mulher e negra no Brasil ainda é sinônimo de desvantagens. Na pele de Andrelina, ainda há as marcas adolescentes da perda dos pais, do desabrigo nas ruas, da gravidez precoce e de uma detenção injusta. Ela manteve a inocência – saiu das grades e levantou voo com a ONG Anjos do Gueto na periferia de Praia Grande. Todas as violências acumuladas foram respondidas em seu generoso sorriso, ministrando palestras em presídios femininos e faculdades. Encontrou eco no rap.

Ainda é líder e fundadora das Mães dos Cárceres, entidade que auxilia as famílias de presidiários da Baixada Santista para arrecadação de mantimentos e garantia de direitos humanos. Como se sabe, a maioria das celas enjaulam pessoas marginalizadas, atinge os mais pobres. O estigma do preconceito pelo crime acusado é repassado aos seus familiares. Por vezes, são erros registrados mais que os próprios nomes e faltam políticas públicas para reinserção social deles.

Por isso, a necessidade de lutar pela recuperação e do acompanhamento maternal às essas pessoas. Andrelina é uma das vozes desta luta também é ativista e defensora pública popular, atenta às demandas dessa população na Baixada Santista. Também é louvável, mas digno de maior mobilização a participação da Igreja por meio das Pastorais do Menor e Carcerária para resgatar a fé dessas famílias em si mesmas, nesse Deus que se faz sinal amor e perdão em cada um de nós.

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