Mensagem de Condolências

É com profundo pesar, mas também com fé na ressurreição, que recebemos a
notícia do falecimento de nossa querida agente da Pastoral Carcerária, Maria
Jane.

Maria Jane dedicou grande parte de sua vida ao cuidado amoroso com sua
família, mas não limitou seu amor apenas aos seus. Com generosidade e
coração compassivo, estendeu esse cuidado também às pessoas privadas de
liberdade, tornando-se presença de acolhimento, esperança e misericórdia junto
aos que mais necessitavam. Como coordenadora estadual da Pastoral
Carcerária, assumia com ainda maior entrega o serviço aos mais excluídos,
especialmente às pessoas presas.

Mulher de fé viva e compromisso verdadeiro com o Evangelho, colocou sua vida
a serviço de muitos, especialmente daqueles que buscavam libertar-se dos
vícios e reconstruir sua dignidade. Com escuta atenta, palavra serena e coração
misericordioso, ajudou a resgatar vidas feridas.

Maria Jane deixa um legado precioso de amor ao próximo, vivendo de forma
concreta o maior mandamento ensinado por Jesus: amar a Deus sobre todas as
coisas e ao próximo como a si mesmo.

Sua vida foi testemunho das obras de misericórdia, vividas no cotidiano com
simplicidade e profundidade. Como nos recorda o Evangelho de Mateus:

“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era
estrangeiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.” (Mateus 25.35-36)

Maria Jane viveu essa Palavra com autenticidade. Alimentou o faminto, vestiu o
nu, acolheu, consolou, visitou enfermos e, de modo especial, dedicou-se a visitar
as pessoas privadas de liberdade e seus familiares, levando consolo, dignidade
e esperança.

Hoje, cremos que Maria Jane contempla a face de Deus e repousa sob o manto
amoroso de Maria, de mãos dadas com Jesus, recebendo a recompensa
reservada aos servos bons e fiéis.

Como nos diz São Paulo:

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” (2 Timóteo 4.7)
Sim, Maria Jane combateu o bom combate, completou sua caminhada e guardou
a fé.

Aos familiares, em especial ao esposo Davi, aos filhos e a todos os entes
queridos, expressamos nossa solidariedade, carinho e oração. Que o consolo brote da certeza de que o amor semeado por Maria Jane permanece vivo em tantos corações e em seu belo legado de serviço.

Que a esperança da ressurreição fortaleça cada coração neste momento de dor,
sustentados pela certeza de que, em Cristo, a morte não é o fim, mas passagem
para a vida eterna.

Em oração e comunhão, permanecemos unidos pela missão e pela fé, pois
somos uma só família em Cristo.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra,
viverá.”

(João 11.25)