Nossa História e Missão

 Desde nossa fundação, nossa organização tem se dedicado a servir a comunidade com amor e solidariedade. Ao longo dos anos, passamos por momentos de grande transformação e crescimento, sempre pautados pelos valores da fé e da inclusão. Nossos marcos incluem eventos significativos e iniciativas que têm impactado positivamente a vida de muitas pessoas. Aqui, você pode conhecer mais sobre nossa trajetória e como estamos continuamente procurando fazer a diferença.

“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das pessoas de hoje, sobretudo das pobres e de todas aquelas que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das discípulas e discípulos de Cristo.

Pastoral Carcerária (PCr) é uma pastoral social ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que atua diretamente junto às pessoas privadas de liberdade e suas famílias. Com agentes pastorais presentes em todos os estados do país, a PCr acompanha, escuta e intervém cotidianamente na dura realidade do cárcere brasileiro.

Nossa missão é ser a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo das prisões, promovendo uma evangelização integral que une o anúncio da Boa Nova e o cuidado sacramental à defesa intransigente dos direitos humanos.

O Cenário do Cárcere

O Brasil possui atualmente a terceira maior população carcerária do mundo. Desde o início dos anos 1990, assistimos a um aumento exorbitante e contínuo desses índices, o que evidencia uma política estrutural de encarceramento em massa.

Nossos Pilares de Atuação

Pautados pelas diretrizes da Igreja Latino-Americana e pelos documentos eclesiais (como Medellín, Puebla e Aparecida), nosso trabalho se sustenta em quatro características fundamentais:

  • Proximidade e Escuta: Entramos nos cárceres para construir laços de fraternidade. Reconhecemos a imensa dignidade e o valor sagrado das pessoas presas aos olhos de Cristo.

  • Libertação Integral: A nossa solidariedade não se restringe à assistência caritativa imediata. Buscamos o convívio, o acompanhamento nas dificuldades e o protagonismo das próprias pessoas presas na mudança de sua realidade.

  • Defesa de Direitos: Lutamos para revisar e cancelar legislações e normas que firam os direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade ou que dificultem o exercício da sua liberdade religiosa.

  • Justiça Restaurativa: Trabalhamos para superar a lógica da justiça puramente retributiva (punitivista), priorizando a reconciliação, o resgate, o perdão e uma nova inserção social.

Agenda Nacional pelo Desencarceramento

Em 2013, em parceria com diversas organizações e movimentos sociais, a Pastoral Carcerária lançou a Agenda Nacional Pelo Desencarceramento. Entendemos que é urgente pautar um programa que enfrente o sistema penal a partir de cinco diretrizes centrais:

  1. Suspensão imediata de investimentos na construção de novas unidades prisionais;

  2. Limitação máxima das prisões cautelares, redução de penas e descriminalização de condutas (em especial na atual política de drogas);

  3. Ampliação das garantias da execução penal e abertura do cárcere para a fiscalização da sociedade;

  4. Proibição absoluta da privatização do sistema prisional;

  5. Combate sistemático à tortura e desmilitarização das polícias, da política e da vida.

Essa engrenagem tem alvos muito bem definidos: grupos sociais marginalizados e empobrecidos — destacadamente jovens, negros e moradores das periferias e áreas urbanas precarizadas.

Longe de diminuir a violência, o superencarceramento funciona como um mecanismo que perpetua a tortura institucionalizada, a superlotação e as condições insalubres. Por isso, compreendemos que a verdadeira segurança pública e a justiça social passam, necessariamente, pela redução da população prisional.

Década de 1960
Primeiros passos e presença eclesial nos presídios e penitenciárias femininas através das Irmãs do Bom Pastor.
Década de 1970
Movimentos religiosos ampliam a atuação com reflexões bíblicas, celebrações e visitas às famílias dos presos.
Década de 1980
Entrada das Irmãs da Consolata na Casa de Detenção. Em 1985, o Padre Chico inicia as visitas ao Pavilhão 7 do Carandiru, estruturando a pastoral.
1986
Realização da primeira reunião nacional da Pastoral como serviço organizado da CNBB.
1988
Criação oficial da Coordenação Nacional, assumida pelo Padre Chico sob a nomeação de Dom Paulo Evaristo Arns.
1992
Massacre do Carandiru. A tragédia expõe as veias abertas do sistema penitenciário. A PCr torna-se a principal referência nacional na contestação da repressão oficial.
1997
A CNBB promove a Campanha da Fraternidade com o tema "Fraternidade e os Encarcerados" e o lema "Cristo liberta de todas as prisões", dando visibilidade nacional à causa.
2006
A Pastoral passa a compor a primeira formação do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.
2013
Apresentação da Agenda Nacional pelo Desencarceramento diretamente à Presidência da República.
2016
Lançamento do relatório "Tortura em Tempos de Encarceramento em Massa", analisando detalhadamente 105 casos denunciados.
2017
Diante dos graves massacres que deixaram mais de 130 mortos no Amazonas, RN e Roraima, a Pastoral reafirma a urgência da utopia e da profecia por um mundo sem cárceres, guiada pelo princípio da ecologia integral.
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O Simbolismo da Nossa Identidade Visual

A nossa marca não é apenas um logotipo; é uma síntese semiótica e teológica da nossa missão. Cada elemento carrega um significado profundo:

  • O Círculo Aberto: Representa um universo em construção, uma nova humanidade e uma espiritualidade encarnada. O fato de ser aberto lembra que nosso projeto está em constante movimento e redefinição.

  • As Grades Abertas: No centro, as formas remetem a uma colina com palanques que formavam uma grade. Estarem vazios e abertos é o anúncio de que a nova criação começou: é o horizonte de um mundo sem cárceres.

  • O Pão e o Peixe: O formato do círculo evoca o pão da partilha, o banquete e a Eucaristia — fonte de misericórdia e justiça. A cauda do peixe desenha a silhueta de um ser humano enxertado em Cristo.

ASAAC, instrumento que fortalece nossa missão, visão e valores

Para que a voz da Pastoral Carcerária Nacional ecoe com força e chegue aos lugares mais profundos e esquecidos do sistema prisional, existe um trabalho silencioso, feito de zelo, retidão e cuidado estrutural. Por trás de cada visita ao cárcere, de cada denúncia acolhida e de cada celebração litúrgica realizada nas prisões, há uma base institucional que ancora essa missão na realidade concreta. Essa base é a Associação de Apoio e Acompanhamento (ASAAC).

A ASAAC é a expressão jurídica da Pastoral Carcerária Nacional. Sua função é única e sagrada em sua tecnicidade: prover o suporte financeiro, administrativo, contábil e jurídico indispensável para que as ações proféticas da Pastoral se viabilizem. Conduzida por um corpo diretivo voluntário — homens e mulheres que doam seus saberes e tempos sem qualquer remuneração, movidos unicamente pelo compromisso com o Evangelho —, a Associação é a guardiã da lisura, da ética e da transparência absoluta na captação e aplicação de cada recurso que sustenta a luta pelo desencarceramento.

Juntos na fé

Nossa equipe

Aqui está a nossa equipe diversa, dedicada a servir e inspirar nossa comunidade.

Junte-se a nós para fazer a diferença!

Estamos sempre buscando pessoas dispostas a ajudar e a se envolver conosco. Se você deseja participar ativamente ou contribuir de outra forma, sua presença é muito importante. Descubra como você pode se juntar a nós em nossa missão e fazer a diferença na vida de muitos.