{"id":37599,"date":"2026-01-21T13:03:39","date_gmt":"2026-01-21T16:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37599"},"modified":"2026-01-21T13:03:39","modified_gmt":"2026-01-21T16:03:39","slug":"homossexualidade-uma-realidade-que-nos-interroga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37599","title":{"rendered":"Homossexualidade: uma realidade que nos interroga"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O texto que segue \u00e9 baseado no livro do Padre Denilson Matias da Silva, CM: Homossexualidade e as voca\u00e7\u00f5es no Corpo de Cristo. Uma conversa necess\u00e1ria, S\u00e3o Paulo: Ed. Recriar, 2025, 210 p\u00e1ginas.Esta publica\u00e7\u00e3o suscitou interesse particular pela nossa atua\u00e7\u00e3o com um p\u00fablico LBGT, na Penitenci\u00e1ria Professor Jason Soares Albergaria, uma das Unidades do Complexo Prisional, situada em S\u00e3o Joaquim de Bicas, a uns 42 km de dist\u00e2ncia de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais. <\/em><br \/>\n<em>Uma melhor compreens\u00e3o da tem\u00e1tica da homossexualidade \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para um adequado atendimento humano-evangelizador por parte dos agentes da Pastoral Carcer\u00e1ria (APC) que atuam numa unidade prisional destinada a este p\u00fablico espec\u00edfico.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-37600\" src=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h3>\u2981 Conceitua\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Foi \u201ca partir do s\u00e9culo XIX que se construiu nominalmente o conceito <em>homossexualidade<\/em>. Karl Maria Kertbeny (1824-1882), jornalista h\u00fangaro, foi o respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do termo em 1869. A palavra apareceu em dois panfletos da \u00e9poca. Kertbeny defendia que a homossexualidade era inata e imut\u00e1vel, contrariando o pensamento que vigorava naquele momento\u201d (p. 105-106).<\/p>\n<p>No decorrer do tempo \u201ca psicologia tem optado prioritariamente por entender a homossexualidade como um tipo de orienta\u00e7\u00e3o sexual e a define como atra\u00e7\u00e3o sexual, ativa, emocional e\/ou sentimental preferencial e relativamente est\u00e1vel por indiv\u00edduos do mesmo sexo. Pode ser masculina ou feminina (lesbianismo) e compartilha da mesma gaveta da orienta\u00e7\u00e3o sexual com a heterossexualidade, a bissexualidade e a assexualidade\u201d (p. 109).<\/p>\n<p>No fundo, \u201ca homossexualidade \u00e9 um modo de ser, antes de ser um modo de comportar ou de agir\u201d (p. 111).<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, fala-se de pessoas que s\u00e3o constitutivamente homossexuais e, portanto, n\u00e3o podem agir de outra maneira que n\u00e3o seja segundo a natureza que as constitui\u201d (p. 78).<\/p>\n<p>\u201cA homossexualidade \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o humana de ser pessoal. Trata-se fundamentalmente do sentido global do ser humano da condi\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica de um ser pessoal caracterizada pela atra\u00e7\u00e3o peculiar por algu\u00e9m do mesmo sexo. O homossexual o \u00e9 constitutivamente e n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s do seu comportamento. Gra\u00e7as aos estudos das ci\u00eancias modernas, da psiquiatria e da psicologia, foi poss\u00edvel despatologizar a homossexualidade, dando-lhe reconhecimento por seu car\u00e1ter ontol\u00f3gico, fazendo-nos conceber o fen\u00f4meno como uma orienta\u00e7\u00e3o da natureza humana\u201d (p. 110).<\/p>\n<p>\u201cA orienta\u00e7\u00e3o homossexual n\u00e3o \u00e9 uma escolha, n\u00e3o pode ser modificada e, por ser determinada, n\u00e3o \u00e9 moral e nem pr\u00e9-moral. J\u00e1 os atos sexuais derivados de uma orienta\u00e7\u00e3o sexual podem ser classificados como morais ou imorais. S\u00e3o morais quando s\u00e3o naturais, quando coincidem com a natureza da pessoa, h\u00e9tero ou homossexual, segundo a liberdade de seus atos, medidos pela reta raz\u00e3o. S\u00e3o morais quando s\u00e3o humanos, justos, amorosos e possibilitadores de um desenvolvimento humano integral. O contr\u00e1rio \u00e9 imoral\u201d (p. 112).<\/p>\n<h3>\n\u2981 Preconceitos e marginaliza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Na sociedade em geral e nas confiss\u00f5es religiosas em particular, existem ainda fortes sintomas de homofobia, frequentes vezes baseados em textos b\u00edblicos, tais como: Gn 19, 1-9; Lv 18, 22; 20, 13; Rm 1, 26-27; 1Cor 6, 9-10.<\/p>\n<p>Em tempos relativamente recentes, a pessoa homossexual come\u00e7ou a ser vista de forma diferente. N\u00e3o \u00e9 mais vista como um \u201canormal\u201d, mas \u201cum ser-relacional, n\u00e3o redut\u00edvel e nem conden\u00e1vel por causa de sua orienta\u00e7\u00e3o\u201d (p. 193). De fato, hoje \u201ctemos elementos suficientes para dizer que a homossexualidade, em si mesma, n\u00e3o traz consigo tra\u00e7os de patologia som\u00e1tica ou ps\u00edquica. A pessoa homossexual n\u00e3o \u00e9, via de regra, menos saud\u00e1vel, menos ajustada, ou menos respons\u00e1vel que uma pessoa heterossexual\u201d (p. 108).<\/p>\n<p>Apesar de se reconhecer, sobretudo em meios cient\u00edficos e entre pessoas mais esclarecidas, que n\u00e3o temos aqui uma express\u00e3o de desvio psicol\u00f3gico ou pervers\u00e3o moral, temos consci\u00eancia que, na maioria das vezes, os homossexuais ainda \u201cvivem sob o estigma da patologiza\u00e7\u00e3o, mesmo diante da insustentabilidade da homossexualidade como doen\u00e7a. O preconceito \u00e9 um fator que intimida e anula a experi\u00eancia das pessoas homossexuais, conduzindo-as a uma esp\u00e9cie de sub-humanidade. Entenda-se esse car\u00e1ter sub-humano como parte do processo em que as pessoas homossexuais incorrem devido \u00e0 exclus\u00e3o que sofrem. Exclus\u00e3o gerada pelo preconceito internalizado que, ao ser estruturado nas nossas sociedades heteronormativas, condiciona homens e mulheres a esconderem a sua real orienta\u00e7\u00e3o, em vista de aceita\u00e7\u00e3o social. Por isso, muitos jovens e adultos, descobrindo em si fortes tend\u00eancias homossexuais, envergonhados, calam-se na sua mis\u00e9ria e se sentem desamparados at\u00e9 encontrarem apoio no submundo da cultura homossexual\u201d (p. 113).<\/p>\n<p>\u201cA desvantagem vivida pelos homossexuais est\u00e1 justamente na contram\u00e3o do que a sociedade espera como normal. O seu processo de desenvolvimento ou de amadurecimento afetivo-sexual se d\u00e1 em outro vi\u00e9s. As pessoas homossexuais s\u00e3o criadas como heterossexuais, em ambientes heterossexuais, com refer\u00eancias heterossexuais, mas n\u00e3o s\u00e3o heterossexuais. A descoberta de si como homossexuais quase nunca se d\u00e1 de modo tranquilo, a come\u00e7ar pelo fato de assumirem para si mesmas um componente de sua exist\u00eancia que a sociedade rejeita. Nesse processo de descoberta e de reconhecimento, o jovem homossexual intui que n\u00e3o deve contar aos demais nada disso. Desde muito cedo se d\u00e1 conta que seus desejos e sentimentos n\u00e3o s\u00e3o socialmente aceit\u00e1veis. Come\u00e7a a se sentir s\u00f3 e incompreendido. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que tamb\u00e9m sinta vergonha e isso, ao longo do tempo, desemboca em uma baixa autoestima. O jovem tende a se retrair cada vez mais, deixa de participar em atividades sociais com seus companheiros e se acostuma a ocultar os seus desejos e sentimentos. Tamb\u00e9m, certamente, distancia-se de sua fam\u00edlia; comunica menos, diz menos que os adolescentes heterossexuais\u201d (p. 171).<\/p>\n<h3>\u2981 Homossexualidade e pedofilia<\/h3>\n<p>\u201cA pedofilia n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica pr\u00f3pria de quem \u00e9 homossexual. Trata-se de um dist\u00farbio ps\u00edquico pelo qual alguns adultos, independente da orienta\u00e7\u00e3o sexual, s\u00e3o acometidos. Logo, afirmar que os homossexuais s\u00e3o ped\u00f3filos n\u00e3o passa de uma fal\u00e1cia. Julgar a homossexualidade e as pessoas homossexuais associando-as \u00e0 pedofilia \u00e9 fruto de uma compreens\u00e3o falseada da quest\u00e3o. \u00c9 correto afirmar que tanto as pessoas heterossexuais quanto as pessoas homossexuais podem ser ped\u00f3filas, homens ou mulheres, mas, em nenhum momento, a pedofilia \u00e9 inerente a qualquer orienta\u00e7\u00e3o sexual. H\u00e1 pessoas que sofrem dessa parafilia\u201d (p. 103).<\/p>\n<p>\u201cConsiderar a pedofilia como um componente da estrutura psicossexual das pessoas homossexuais constitui um equ\u00edvoco. \u00c9 um mito que todo homossexual sente atra\u00e7\u00e3o por crian\u00e7as e p\u00faberes e quer ter rela\u00e7\u00f5es f\u00edsicas com eles. A maioria dos psic\u00f3logos julga at\u00e9 que a pedofilia \u00e9 mais frequente entre heterossexuais que entre homossexuais. H\u00e1 pessoas que s\u00e3o ped\u00f3filas e h\u00e1 pessoas que s\u00e3o psicossexualmente desequilibradas, independentemente de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual\u201d (p. 125-126).<\/p>\n<h3>\u2981 Di\u00e1logo, respeito e aceita\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>\u201cO processo de desconstru\u00e7\u00e3o dos matizes negativos da homossexualidade revela a pessoa homossexual como um ser humano concreto, portador de uma face que interpela ao di\u00e1logo, \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, como sujeito de autonomia, dono de uma hist\u00f3ria pessoal. A pessoa homossexual \u00e9 algu\u00e9m capaz de fazer op\u00e7\u00f5es duradouras para a vida\u201d (p. 194).<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas homossexuais n\u00e3o s\u00e3o um conglobado sem rosto definido. A homossexualidade \u00e9 um fen\u00f4meno multifac\u00e9tico que deve ser interpretado a partir de pessoas que t\u00eam nome, hist\u00f3rias e est\u00e3o encarnadas no mundo por meio das suas mais diversas express\u00f5es. De tal modo, a face nua, ponto de revela\u00e7\u00e3o da pessoa homossexual, deve se tornar o ponto de partida para o di\u00e1logo e a rela\u00e7\u00e3o. Em tempos de maior visibilidade da pessoa homossexual, pessoa sexual, redescobrir sua subjacente humanidade, em faces individuais e concretas, sem m\u00e1scaras, torna-se imprescind\u00edvel para se assegurar rela\u00e7\u00f5es inter-humanas saud\u00e1veis entre iguais\u201d (p. 91).<\/p>\n<p>Devemos, antes de tudo, reafirmar que cada pessoa, independentemente da pr\u00f3pria orienta\u00e7\u00e3o sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar todo sinal de discrimina\u00e7\u00e3o injusta e particularmente toda forma de agress\u00e3o e viol\u00eancia. \u00c0s fam\u00edlias, por sua vez, deve-se assegurar um respeitoso acompanhamento, para que quantos manifestam a tend\u00eancia homossexual possam dispor dos aux\u00edlios necess\u00e1rios para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus na sua vida (cf. Papa Francisco: Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal Amoris Laetitia, 2021)\u201d (p. 135).<\/p>\n<p>\u201cEnquanto n\u00e3o formos capazes de aceitar o homossexual como pessoa, toda tentativa de oferecer uma ajuda revela-se falsa e mentirosa. Por isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma depura\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de tantos preconceitos conscientes e inconscientes que dificultam essa rela\u00e7\u00e3o\u201d (p. 175).<\/p>\n<p>No caso de homossexuais \u201ctrata-se de sujeitos concretos que podem se dar a conhecer na constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de confian\u00e7a, porque n\u00e3o s\u00e3o objetos, como se fossem animais interessantes nas jaulas de um jardim zool\u00f3gico. S\u00e3o pessoas, sujeitos, centros de decis\u00e3o e a\u00e7\u00e3o respons\u00e1veis, como s\u00e3o as pessoas heterossexuais. Em vez de tom\u00e1-los como objetos abstratos, entram em quest\u00e3o a solidariedade com as pessoas e a procura de entender sua situa\u00e7\u00e3o, suas hist\u00f3rias e possibilidades de caminhar na sociedade atual\u201d (p. 114).<\/p>\n<p>\u201cRetirar a quest\u00e3o da homossexualidade da dimens\u00e3o do tabu, discutindo-a \u00e0s claras, encarando-a com a serenidade esperan\u00e7osa de um di\u00e1logo adulto, tem se tornado tamb\u00e9m uma exig\u00eancia na Igreja Cat\u00f3lica. Isso deve acontecer atrav\u00e9s de debates propositivos que visem, a partir da escuta, reconhecer o car\u00e1ter humano do fen\u00f4meno\u201d (p. 113). Essa \u00e9 a porta de entrada para a realiza\u00e7\u00e3o da cultura do encontro proposta pelo Papa Francisco, de saudosa mem\u00f3ria. Na sua Carta Enc\u00edclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social (n. 48), o mesmo Pont\u00edfice comenta: A capacidade de sentar-se a escutar o outro, caracter\u00edstica de um encontro humano, \u00e9 um paradigma de atitude receptiva, de quem supera o narcisismo e acolhe o outro, presta-lhe aten\u00e7\u00e3o, d\u00e1-lhe lugar no pr\u00f3prio c\u00edrculo. Mas o mundo de hoje, na sua maioria, \u00e9 um mundo surdo. (&#8230;) \u00c0s vezes a velocidade do mundo moderno, o frenesi, nos impede de escutar bem o que o outro diz. Quando est\u00e1 a meio de seu di\u00e1logo, j\u00e1 o interrompemos e queremos replicar quando ele ainda n\u00e3o acabou de falar. N\u00e3o devemos perder a capacidade de escuta\u201d (p. 113).<\/p>\n<p>Em nossos dias \u201c\u00e9 preciso rever e reavaliar as posturas \u00e9ticas e as pr\u00e1ticas crist\u00e3s em rela\u00e7\u00e3o aos homossexuais. A Igreja poder\u00e1 ser muito mais fecunda ao se desvencilhar dos r\u00f3tulos e passar a perceber as pessoas homossexuais como aquilo que realmente s\u00e3o, isto \u00e9, pessoas normais, aut\u00f4nomas, protagonistas de suas hist\u00f3rias, filhos e filhas de Deus, sujeitos de rela\u00e7\u00e3o\u201d (p. 193).<\/p>\n<p>Lidando mais diretamente com o p\u00fablico LGTB, por exemplo em \u00e2mbito de um pres\u00eddio especialmente destinado a pessoas presas que s\u00e3o homossexuais, como \u00e9 o caso da Penitenci\u00e1ria Professor Jason Soares Albergaria, os agentes da Pastoral Carcer\u00e1ria percebem nitidamente que \u201cparte do discurso negativo sobre a quest\u00e3o homossexual refor\u00e7a a viol\u00eancia e, na maioria das vezes, esse discurso \u00e9 de \u00edndole religiosa. A homofobia \u00e9 violenta, exclui, fere, mata e provoca suic\u00eddios. N\u00e3o h\u00e1 compatibilidade entre pregar a inclus\u00e3o em nome de Cristo e defender discursos que, direta ou indiretamente, matam o outro; quando n\u00e3o o fazem fisicamente, matam-no nas suas possibilidades de se ver e de ser visto como um ser humano normal\u201d (p. 192).<\/p>\n<p>Por fim, a rejei\u00e7\u00e3o e o preconceito devem ser compreendidos a partir dos posicionamentos e das atitudes pessoais de determinados membros da Igreja. Foi o pr\u00f3prio Papa que deu a seguinte resposta a algu\u00e9m que perguntou: O que o senhor diz a um cat\u00f3lico LGBT que foi rejeitado pela Igreja? A resposta do Pont\u00edfice foi imediata: \u201cGostaria que reconhecessem isso n\u00e3o como a rejei\u00e7\u00e3o da Igreja, mas, ao inv\u00e9s, como rejei\u00e7\u00e3o por parte de pessoas na Igreja. A Igreja \u00e9 uma m\u00e3e e re\u00fane todos os seus filhos. Tomemos, por exemplo, a par\u00e1bola dos convidados ao banquete: Os justos, os pecadores, os ricos e os pobres, etc. (Mateus 22, 1-15: Lucas 14, 15-24). Uma Igreja seletiva, de puro sangue, n\u00e3o \u00e9 a Santa Madre Igreja, mas sim uma seita\u201d (p. 141).<\/p>\n<p>Em suma, fa\u00e7o votos que Deus aben\u00e7oe o belo e importante trabalho da Pastoral Carcer\u00e1ria do APC, na Unidade PPJSA, em S\u00e3o Joaquim de Bicas, MG. Que sua presen\u00e7a semanal nesta Penitenci\u00e1ria, seja cada vez mais um testemunho aut\u00eantico do Evangelho, Boa Not\u00edcia de Vida e de vida plena (Jo 10,10), exatamente para pessoas que a sociedade duplamente exclui: pelo fato de serem consideradas \u201ccriminosos\u201d e \u201chomossexuais\u201d. A Igreja Cat\u00f3lica, no entanto, atrav\u00e9s da Pastoral Carcer\u00e1ria deve dar um testemunho eloquente que Cristo n\u00e3o exclui absolutamente ningu\u00e9m sob qualquer hip\u00f3tese que seja!<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>S\u00e3o Joaquim de Bicas, Sede do APC<br \/>\n<\/strong><strong>(\u201cApoio \u00e0 Pastoral Carcer\u00e1ria\u201d)<\/strong><br \/>\n<strong>30 de outubro de 2025<\/strong><br \/>\n<strong>frater Henrique Cristiano Jos\u00e9 Matos, cmm<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto que segue \u00e9 baseado no livro do Padre Denilson Matias da Silva, CM: Homossexualidade e as voca\u00e7\u00f5es no Corpo de Cristo. Uma conversa necess\u00e1ria, S\u00e3o Paulo: Ed. 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