{"id":37596,"date":"2026-01-15T14:45:22","date_gmt":"2026-01-15T17:45:22","guid":{"rendered":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37596"},"modified":"2026-05-15T16:13:37","modified_gmt":"2026-05-15T19:13:37","slug":"pontos-importantes-na-exortacao-apostolica-dilexi-te","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37596","title":{"rendered":"Pontos importantes na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica DILEXI TE"},"content":{"rendered":"<p data-path-to-node=\"2\"><b data-path-to-node=\"2\" data-index-in-node=\"0\">Aviso Importante<\/b><\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,1\"><span class=\"citation-294\">Este conte\u00fado apresenta apenas <\/span><b data-path-to-node=\"3,1\" data-index-in-node=\"31\"><span class=\"citation-294\">pontos importantes na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica DILEXI TE<\/span><\/b><\/span><span data-path-to-node=\"3,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"3,5\"><span class=\"citation-293\">Informamos que este material n\u00e3o \u00e9 o texto completo e n\u00e3o substitui a leitura integral da obra<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"3,7\">.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,1\"><span class=\"citation-292\">Para compreender profundamente a <\/span><b data-path-to-node=\"4,1\" data-index-in-node=\"33\"><span class=\"citation-292\">caminhada sinodal da Igreja<\/span><\/b><span class=\"citation-292\"> e a <\/span><b data-path-to-node=\"4,1\" data-index-in-node=\"65\"><span class=\"citation-292\">intui\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o 14<\/span><\/b> <\/span><span data-path-to-node=\"4,4\"><span class=\"citation-291\">, bem como a <\/span><b data-path-to-node=\"4,4\" data-index-in-node=\"13\"><span class=\"citation-291\">continuidade na diversidade<\/span><\/b> <\/span><span data-path-to-node=\"4,7\"><span class=\"citation-290\">deste <\/span><b data-path-to-node=\"4,7\" data-index-in-node=\"6\"><span class=\"citation-290\">caminho prof\u00e9tico e libertador<\/span><\/b><\/span><span data-path-to-node=\"4,9\">, \u00e9 fundamental acessar o documento original.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"5\"><b data-path-to-node=\"5\" data-index-in-node=\"0\">Acesse a leitura completa em:<\/b> <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1ZegqTUJS8G3B_-nY86iswhi2hnfsxxM_\/view?usp=sharing\">ARTIGO<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h3 data-path-to-node=\"2\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-37597\" src=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-300x169.jpg 300w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-768x432.jpg 768w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Site-Imagem-Destacada.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/h3>\n<h3 data-path-to-node=\"2\">I. Introdu\u00e7\u00e3o: O Caminho da Igreja<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,1\"><span class=\"citation-207\">Muitos podem se interrogar, ap\u00f3s os primeiros passos de Le\u00e3o 14 qual ser\u00e1 o caminho da Igreja no post era Francisco com os passos da gigante dados pela institui\u00e7\u00e3o central onde, se diga, de passagem houve uma invers\u00e3o dos papeis tornando as periferias sujeitos da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja e n\u00e3o mais meros executores de tratados teol\u00f3gicos frutos das academias na sua maioria distantes da realidade do dia a dia da hist\u00f3ria humana<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"3,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"3,5\"><span class=\"citation-206\">O que ficou certo \u00e9 que Le\u00e3o 14 continuar\u00e1, naturalmente com seu jeito e intui\u00e7\u00e3o a caminhada sinodal da Igreja incrementando e constantemente atualizando o Concilio Vaticano segundo, magna carta para a comunidade crist\u00e3 que se deve constantemente confrontar com os desafios cada vez maiores de uma sociedade e universo em r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o e com a era do liquido, gasoso e artificial<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"3,7\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"4\">Continuidade na Diversidade<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"5\"><span data-path-to-node=\"5,1\"><span class=\"citation-205\">Ao assumir o projeto dos \u00faltimos meses de vida de Francisco, uma continuidade e complemento da Enc\u00edclica Dilexit nos, traduzindo o amor de Deus e do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus em amor aos pobres imaginando o Cristo se dirigindo a cada um deles dizendo: Tens pouca for\u00e7a, pouco poder, mas \u00abEu te amei\u00bb (Ap 3, 9), Le\u00e3o 14, mesmo com alguns acr\u00e9scimos, sinaliza que o caminho prof\u00e9tico e libertador destes \u00faltimos anos ir\u00e1 continuar dando aos pobres e as periferias humanas e existenciais um lugar de destaque no seio da Igreja e da comunidade crist\u00e3<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"5,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"5,5\"><span class=\"citation-204\">\u00c9 nesta perspectiva que o afeto pelo Senhor se une ao afeto pelos pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"5,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"5,9\"><span class=\"citation-203\">S\u00e3o Paulo sexto afirmou que o Conc\u00edlio segue esta dire\u00e7\u00e3o a partir da antiga hist\u00f3ria do bom samaritano e por isso a convic\u00e7\u00e3o de que: a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres gera uma renova\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria tanto na Igreja como na sociedade, quando somos capazes de nos libertar da autorreferencialidade e conseguimos ouvir o seu clamor<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"5,11\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"7\">II. O Clamor e os Rostos dos Pobres<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"8\"><span data-path-to-node=\"8,1\"><span class=\"citation-202\">Ao ouvir o clamor do pobre, somos chamados a identificar-nos com o cora\u00e7\u00e3o de Deus, que est\u00e1 atento \u00e0s necessidades dos seus filhos e filhas, especialmente dos mais necessitados<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"8,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"8,5\"><span class=\"citation-201\">A condi\u00e7\u00e3o dos pobres representa um grito que, na hist\u00f3ria da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas pol\u00edticos e econ\u00f3micos e, sobretudo, a Igreja<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"8,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"8,9\"><span class=\"citation-200\">No rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o pr\u00f3prio sofrimento de Cristo<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"8,11\">.<\/span><\/p>\n<ul data-path-to-node=\"9\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,0,1\"><span data-path-to-node=\"9,0,1,0\"><b data-path-to-node=\"9,0,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-199\">As m\u00faltiplas faces<\/span><\/b><span class=\"citation-199\">: Estamos diante dum fen\u00f4meno das m\u00faltiplas faces que v\u00e3o daqueles a quem faltam os meios de subsist\u00eancia material aos marginalizados socialmente, sem poder dar voz \u00e0 sua dignidade e capacidade, a pobreza moral, espiritual, cultural, aos que se encontram em condi\u00e7\u00f5es de fraqueza ou fragilidade seja pessoal como social, aqueles que n\u00e3o tem direitos, lugar, liberdade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"9,0,1,2\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,1,1\"><span data-path-to-node=\"9,1,1,0\"><b data-path-to-node=\"9,1,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-198\">Injusti\u00e7a Estrutural<\/span><\/b><span class=\"citation-198\">: O compromisso em favor dos pobres pela erradica\u00e7\u00e3o das causas sociais e estruturais da pobreza, embora tenham adquirido import\u00e2ncia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ainda continuam insuficientes devido a linhas pol\u00edticas e padr\u00f5es de vida marcados por numerosas desigualdades<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"9,1,1,2\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,2,1\"><span data-path-to-node=\"9,2,1,0\"><b data-path-to-node=\"9,2,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-197\">Vulnerabilidade feminina<\/span><\/b><span class=\"citation-197\">: Duplamente pobres s\u00e3o as mulheres que padecem situa\u00e7\u00f5es de exclus\u00e3o, maus tratos e viol\u00eancias porque frequentemente t\u00eam menores possibilidades de defender os seus direitos<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"9,2,1,2\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 data-path-to-node=\"10\">Preconceitos Ideol\u00f3gicos e a Falsa Meritocracia<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"11\"><span data-path-to-node=\"11,1\"><span class=\"citation-196\">A verdade \u00e9 que os pobres n\u00e3o existem por acaso ou por um cego e amargo destino<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"11,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"11,5\"><span class=\"citation-195\">No entanto, ainda h\u00e1 quem ouse afirm\u00e1-lo, demonstrando cegueira e crueldade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"11,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"11,9\"><span class=\"citation-194\">N\u00e3o podemos dizer que a maioria dos pobres est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o obtiveram \u201cm\u00e9ritos\u201d, de acordo com a falsa vis\u00e3o da meritocracia, segundo a qual parece que s\u00f3 t\u00eam m\u00e9rito aqueles que tiveram sucesso na vida<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"11,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"11,13\"><span class=\"citation-193\">Temos tamb\u00e9m crist\u00e3os que se deixam contagiar por ideologias mundanas e orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas que levam a injustas generaliza\u00e7\u00f5es e conclus\u00f5es enganadoras ridicularizando e desprezando o exerc\u00edcio da caridade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"11,15\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"13\">III. Fundamenta\u00e7\u00e3o Teol\u00f3gica e B\u00edblica<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"14\"><span data-path-to-node=\"14,1\"><span class=\"citation-192\">Podemos falar tamb\u00e9m teologicamente sobre a op\u00e7\u00e3o preferencial de Deus pelos pobres, express\u00e3o surgida no continente latino-americano e concretamente na Assembleia de Puebla e sucessivamente integrada no Magist\u00e9rio da Igreja<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"14,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"14,5\"><span class=\"citation-191\">Jesus \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o deste <\/span><i data-path-to-node=\"14,5\" data-index-in-node=\"26\"><span class=\"citation-191\">privilegium pauperum<\/span><\/i><\/span><span data-path-to-node=\"14,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"14,9\"><span class=\"citation-190\">Ele manifesta-se, portanto, como Aquele que, no hoje da hist\u00f3ria, vem realizar a proximidade amorosa de Deus, que em primeiro lugar \u00e9 obra de liberta\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 prisioneiro do mal, para os fracos e os pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"14,11\">.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"15\"><span data-path-to-node=\"15,1\"><span class=\"citation-189\">\u00c9 ineg\u00e1vel que o primado de Deus no ensinamento de Jesus \u00e9 acompanhado por outro princ\u00edpio fundamental, segundo o qual n\u00e3o se pode amar a Deus sem estender o pr\u00f3prio amor aos pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"15,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"15,5\"><span class=\"citation-188\">O amor ao pr\u00f3ximo \u00e9 a prova tang\u00edvel da autenticidade do amor a Deus<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"15,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"15,9\"><span class=\"citation-187\">Por esta raz\u00e3o, recomendam-se as obras de miseric\u00f3rdia, qual sinal da autenticidade do culto que, ao louvar a Deus, tem por miss\u00e3o abrir-nos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito pode realizar em n\u00f3s<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"15,11\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"17\">IV. A Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja: Dos Padres ao Monasticismo<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"18\"><span data-path-to-node=\"18,1\"><span class=\"citation-186\">Desde os primeiros s\u00e9culos, os Padres da Igreja reconheceram no pobre um acesso privilegiado a Deus, um modo especial para O encontrar<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"18,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"18,5\"><span class=\"citation-185\">A caridade para com os necessitados n\u00e3o era compreendida como simples virtude moral, mas como express\u00e3o concreta da f\u00e9 no Verbo encarnado<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"18,7\">.<\/span><\/p>\n<ul data-path-to-node=\"19\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"19,0,1\"><span data-path-to-node=\"19,0,1,0\"><b data-path-to-node=\"19,0,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-184\">S\u00e3o Louren\u00e7o<\/span><\/b><span class=\"citation-184\">: Sendo obrigado a entregar as autoridades romanas os tesouros da Igreja, trouxe consigo, no dia seguinte, os pobres, dizendo: \u201cEstes s\u00e3o os tesouros da Igreja\u201d<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"19,0,1,2\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"19,1,1\"><span data-path-to-node=\"19,1,1,0\"><b data-path-to-node=\"19,1,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-183\">S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo<\/span><\/b><span class=\"citation-183\">: Afirmando com clareza meridiana que, se os fi\u00e9is n\u00e3o encontram Cristo nos pobres \u00e0 sua porta, tampouco ser\u00e3o capazes de prestar-Lhe culto no altar<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"19,1,1,2\">. <\/span><span data-path-to-node=\"19,1,1,4\"><span class=\"citation-182\">Entendia a Eucaristia, portanto, tamb\u00e9m como uma express\u00e3o sacramental da caridade e da justi\u00e7a que a precediam<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"19,1,1,6\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"19,2,1\"><span data-path-to-node=\"19,2,1,0\"><b data-path-to-node=\"19,2,1,0\" data-index-in-node=\"0\"><span class=\"citation-181\">Santo Agostinho<\/span><\/b><span class=\"citation-181\">: Ensinou por sua vez o amor preferencial pelos pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"19,2,1,2\">. <\/span><span data-path-to-node=\"19,2,1,4\"><span class=\"citation-180\">Compreendeu que a verdadeira comunh\u00e3o eclesial se expressa tamb\u00e9m na comunh\u00e3o dos bens<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"19,2,1,6\">.<\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 data-path-to-node=\"20\">O Cuidado na Vida Mon\u00e1stica<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"21\"><span data-path-to-node=\"21,1\"><span class=\"citation-179\">A vida mon\u00e1stica revelava-se estilo de santidade e forma concreta de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"21,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"21,5\"><span class=\"citation-178\">S\u00e3o Bas\u00edlio Magno, na sua Regra, n\u00e3o via contradi\u00e7\u00e3o entre a vida de ora\u00e7\u00e3o e recolhimento dos monges e a a\u00e7\u00e3o em favor dos pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"21,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"21,9\"><span class=\"citation-177\">Para ele, a hospitalidade e o cuidado com os necessitados eram parte integrante da espiritualidade mon\u00e1stica<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"21,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"21,13\"><span class=\"citation-176\">S\u00e3o Bento de N\u00farsia elaborou uma Regra onde o acolhimento dos pobres e dos peregrinos ocupa lugar de honra: \u00abMostre-se principalmente um cuidado sol\u00edcito na recep\u00e7\u00e3o dos pobres e peregrinos, porque sobretudo na pessoa desses, Cristo \u00e9 recebido\u00bb<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"21,15\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"23\">V. Liberta\u00e7\u00e3o e Testemunho Prof\u00e9tico<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"24\"><span data-path-to-node=\"24,1\"><span class=\"citation-175\">A miss\u00e3o libertadora prolongou-se ao longo dos s\u00e9culos por meio de a\u00e7\u00f5es concretas, especialmente quando o drama da escravid\u00e3o e do cativeiro marcou sociedades inteiras<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"24,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"24,5\"><span class=\"citation-174\">O gesto de resgatar da escravid\u00e3o e do c\u00e1rcere \u00e9 visto como prolongamento do sacrif\u00edcio redentor de Cristo<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"24,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"24,9\"><span class=\"citation-173\">A caridade crist\u00e3, quando encarnada, torna-se libertadora<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"24,11\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"25\">Ordens Mendicantes e Pobreza Evang\u00e9lica<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"26\"><span data-path-to-node=\"26,1\"><span class=\"citation-172\">No s\u00e9culo treze, diante do crescimento das cidades e da concentra\u00e7\u00e3o de riquezas, o Esp\u00edrito Santo suscitou as Ordens mendicantes<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"26,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"26,5\"><span class=\"citation-171\">Ao contr\u00e1rio do modelo mon\u00e1stico est\u00e1vel, os mendicantes adotaram uma vida itinerante, inteiramente confiada \u00e0 Provid\u00eancia<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"26,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"26,9\"><span class=\"citation-170\">N\u00e3o apenas serviam os pobres: tornavam-se pobres com eles<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"26,11\">.<\/span><\/p>\n<blockquote data-path-to-node=\"27\">\n<p data-path-to-node=\"27,0\"><span data-path-to-node=\"27,0,1\"><span class=\"citation-169\">Francisco n\u00e3o fundou um servi\u00e7o social, mas uma fraternidade evang\u00e9lica<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"27,0,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"27,0,5\"><span class=\"citation-168\">A sua pobreza era relacional: levava-o a fazer-se pr\u00f3ximo, igual, na verdade, menor<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"27,0,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"27,0,9\"><span class=\"citation-167\">Santa Clara de Assis recusou privil\u00e9gios pontif\u00edcios que poderiam proporcionar seguran\u00e7a material ao seu mosteiro e obteve o chamado <\/span><i data-path-to-node=\"27,0,9\" data-index-in-node=\"133\"><span class=\"citation-167\">Privilegium Paupertatis<\/span><\/i><span class=\"citation-167\">, garantindo o direito de viver sem a posse de qualquer bem material<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"27,0,11\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<\/blockquote>\n<h3>VI. Instru\u00e7\u00e3o, Migra\u00e7\u00e3o e Santidade nas Periferias<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"30\"><span data-path-to-node=\"30,1\"><span class=\"citation-166\">A educa\u00e7\u00e3o sempre foi uma das express\u00f5es mais altas da caridade crist\u00e3<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"30,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"30,5\"><span class=\"citation-165\">Ensinar os pobres era, para a Igreja, um ato de justi\u00e7a e f\u00e9<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"30,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"30,9\"><span class=\"citation-164\">No s\u00e9culo 19, Marcelino Champagnat funda o Instituto dos Irm\u00e3os Maristas, dedicando-se com todo o afinco \u00e0 miss\u00e3o de educar e evangelizar crian\u00e7as e jovens, especialmente os mais necessitados<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"30,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"30,13\"><span class=\"citation-163\">Jo\u00e3o Bosco iniciou a obra Salesiana fundamentada na raz\u00e3o, religi\u00e3o e amabilidade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"30,15\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"31\">Acompanhar os Migrantes<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"32\"><span data-path-to-node=\"32,1\"><span class=\"citation-162\">A experi\u00eancia da migra\u00e7\u00e3o acompanha a hist\u00f3ria do povo de Deus<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"32,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"32,5\"><span class=\"citation-161\">No s\u00e9culo 19, dois grandes santos se destacaram no cuidado pastoral dos migrantes: S\u00e3o Jo\u00e3o Batista Scalabrini e Santa Francisca Xavier Cabrini<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"32,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"32,9\"><span class=\"citation-160\">O Papa Francisco recordava que a resposta ao desafio colocado pelas migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas pode-se resumir em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"32,11\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"33\">Santidade nas Periferias Existenciais<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"34\"><span data-path-to-node=\"34,1\"><span class=\"citation-159\">A santidade crist\u00e3 floresce, com frequ\u00eancia, nos lugares mais esquecidos e feridos da humanidade<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"34,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"34,5\"><span class=\"citation-158\">Santa Teresa de Calcut\u00e1 recolhia os rejeitados, lavava as suas feridas, acompanhava-os at\u00e9 ao momento da morte com uma ternura que era prece<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"34,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"34,9\"><span class=\"citation-157\">No Brasil, Santa Dulce dos Pobres encarnou o mesmo esp\u00edrito evang\u00e9lico com fei\u00e7\u00f5es brasileiras<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"34,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"34,13\"><span class=\"citation-156\">Come\u00e7ou acolhendo doentes num galinheiro, e dali fundou uma das maiores obras sociais do pa\u00eds<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"34,15\">. <\/span><span data-path-to-node=\"34,17\"><span class=\"citation-155\">Servir aos pobres n\u00e3o \u00e9 um gesto de cima para baixo, mas um encontro de igual para igual, onde Cristo \u00e9 revelado e adorado<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"34,19\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"36\">VII. Magist\u00e9rio Social e Estruturas de Pecado<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"37\"><span data-path-to-node=\"37,1\"><span class=\"citation-154\">O Magist\u00e9rio dos \u00faltimos cento e cinquenta anos oferece um verdadeiro tesouro de ensinamentos sobre os pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"37,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"37,5\"><span class=\"citation-153\">Le\u00e3o 13 abordou a quest\u00e3o do trabalho propondo uma ordem social justa<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"37,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"37,9\"><span class=\"citation-152\">Jo\u00e3o 23 afirmou que a Igreja apresenta-se como Igreja de todos e particularmente Igreja dos pobres<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"37,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"37,13\"><span class=\"citation-151\">Com S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo segundo, consolida-se a rela\u00e7\u00e3o preferencial da Igreja com os pobres como forma especial de primado na pr\u00e1tica da caridade crist\u00e3<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"37,15\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"38\">O Combate \u00e0s Estruturas de Injusti\u00e7a<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"39\"><span data-path-to-node=\"39,1\"><span class=\"citation-150\">\u00c9 necess\u00e1rio continuar a denunciar a \u201cditadura de uma economia que mata\u201d e reconhecer que enquanto os lucros de poucos crescem exponencialmente, os da maioria situam-se cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"39,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"39,5\"><span class=\"citation-149\">O pecado social assume a forma de uma \u201cestrutura de pecado\u201d na sociedade, fazendo frequentemente parte de uma mentalidade dominante que considera normal ou racional o que n\u00e3o passa de ego\u00edsmo e indiferen\u00e7a<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"39,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"39,9\"><span class=\"citation-148\">A falta de equidade \u00ab\u00e9 a raiz dos males sociais\u00bb<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"39,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"39,13\"><span class=\"citation-147\">Se n\u00e3o pararmos a pensar as coisas a s\u00e9rio, continuaremos a legitimar o modelo distributivo atual, no qual uma minoria se julga com o direito de consumir numa propor\u00e7\u00e3o que seria imposs\u00edvel generalizar<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"39,15\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h3 data-path-to-node=\"41\">VIII. Os Pobres como Sujeitos e o Desafio Permanente<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"42\"><span data-path-to-node=\"42,1\"><span class=\"citation-146\">Um dom fundamental \u00e9 representado pelo discernimento da Confer\u00eancia de Aparecida, na qual os Bispos explicitaram que a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres est\u00e1 impl\u00edcita na f\u00e9 cristol\u00f3gica<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"42,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"42,5\"><span class=\"citation-145\">\u00c9 necess\u00e1rio considerar as comunidades marginalizadas como sujeitos capazes de criar cultura pr\u00f3pria, mais do que como objetos de benefic\u00eancia<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"42,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"42,9\"><span class=\"citation-144\">Dia a dia os pobres se fazem sujeitos da evangeliza\u00e7\u00e3o e da promo\u00e7\u00e3o humana integral<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"42,11\">.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"43\"><span data-path-to-node=\"43,1\"><span class=\"citation-143\">O crist\u00e3o n\u00e3o pode considerar os pobres apenas como um problema social: eles s\u00e3o uma \u201cquest\u00e3o familiar\u201d<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"43,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"43,5\"><span class=\"citation-142\">A cultura dominante do in\u00edcio deste mil\u00e9nio impele-nos a abandonar os pobres ao seu pr\u00f3prio destino<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"43,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"43,9\"><span class=\"citation-141\">Precisamos de reconhecer a tenta\u00e7\u00e3o que nos cerca de se desinteressar dos outros, especialmente dos mais fr\u00e1geis<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"43,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"43,13\"><span class=\"citation-140\">Habituamo-nos a olhar para o outro lado, passar \u00e0 margem, ignorar as situa\u00e7\u00f5es at\u00e9 elas nos ca\u00edrem diretamente em cima<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"43,15\">.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"44\">A Quest\u00e3o da Esmola e do Trabalho<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"45\"><span data-path-to-node=\"45,1\"><span class=\"citation-139\">Ajudar a pessoa a ter um bom trabalho \u00e9 fundamental para ter uma vida mais digna<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"45,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"45,5\"><span class=\"citation-138\">Ao trabalhar tornamo-nos mais pessoas, a nossa humanidade floresce<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"45,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"45,9\"><span class=\"citation-137\">Mas se n\u00e3o existe ainda esta possibilidade n\u00e3o devemos correr o risco de deixar uma pessoa abandonada \u00e0 pr\u00f3pria sorte<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"45,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"45,13\"><span class=\"citation-136\">Assim, a esmola continua a ser um momento necess\u00e1rio de contato, encontro e identifica\u00e7\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o do outro<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"45,15\">. <\/span><span data-path-to-node=\"45,17\"><span class=\"citation-135\">Ela convida a parar e a olhar nos olhos a pessoa pobre, tocando-a e partilhando com ela algo do que se tem<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"45,19\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"source-inline-chip-container ng-star-inserted\"><\/div>\n<h4 data-path-to-node=\"47\">IX. Conclus\u00e3o: O Amor que Supera Barreiras<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"48\"><span data-path-to-node=\"48,1\"><span class=\"citation-134\">O amor crist\u00e3o supera todas as barreiras, aproxima os que est\u00e3o distantes, une os estranhos, torna familiares os inimigos, atravessa abismos humanamente insuper\u00e1veis<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"48,3\">. <\/span><span data-path-to-node=\"48,5\"><span class=\"citation-133\">Por sua natureza, o amor crist\u00e3o \u00e9 prof\u00e9tico, realiza milagres, n\u00e3o tem limites: \u00e9 para o imposs\u00edvel<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"48,7\">. <\/span><span data-path-to-node=\"48,9\"><span class=\"citation-132\">O amor \u00e9 sobretudo uma forma de conceber a vida, um modo de a viver<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"48,11\">. <\/span><span data-path-to-node=\"48,13\"><span class=\"citation-131\">Quer atrav\u00e9s do vosso trabalho, quer atrav\u00e9s do vosso empenho em mudar as estruturas sociais injustas, quer atrav\u00e9s daquele gesto de ajuda simples, muito pessoal e pr\u00f3ximo, ser\u00e1 poss\u00edvel que aquele pobre sinta serem para ele as palavras de Jesus: \u00abEu te amei\u00bb (Ap 3, 9)<\/span><\/span><span data-path-to-node=\"48,15\">.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aviso Importante Este conte\u00fado apresenta apenas pontos importantes na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica DILEXI TE. 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