{"id":37564,"date":"2025-12-29T08:00:18","date_gmt":"2025-12-29T11:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37564"},"modified":"2025-12-03T16:50:18","modified_gmt":"2025-12-03T19:50:18","slug":"jubileu-da-esperanca-dilexi-te-uma-igreja-que-liberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=37564","title":{"rendered":"Jubileu da Esperan\u00e7a: Dilexi Te &#8211; Uma Igreja que Liberta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas pessoas se perguntaram \u2014 e ainda se perguntam \u2014 qual dire\u00e7\u00e3o Robert Francis Prevost, o Papa Le\u00e3o XIV, pretende dar \u00e0 Igreja ap\u00f3s o pontificado de Francisco, considerando a guinada profundamente prof\u00e9tica e in\u00e9dita que Francisco imprimiu como Bispo de Roma. Vindo da periferia latino-americana, ele inverteu a l\u00f3gica do centralismo romano, historicamente marcado por uma c\u00faria poderosa e doutrinal, para uma Igreja acolhedora, aberta, configurada como \u201chospital de campanha\u201d. Nessa perspectiva, confrontou o clericalismo romano por meio da viv\u00eancia da \u201calegre not\u00edcia\u201d, express\u00e3o do servi\u00e7o mission\u00e1rio, tendo como refer\u00eancia a figura b\u00edblica do Bom Samaritano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 essencial compreender que Robert Francis Prevost, um simples frade agostiniano \u2014 embora superior geral da Ordem durante certo per\u00edodo \u2014, ap\u00f3s uma vida dedicada \u00e0s periferias urbanas e existenciais do Peru, foi projetado, em pouco mais de dois anos, ao centro da c\u00faria romana como prefeito do Dicast\u00e9rio para os Bispos. Era uma miss\u00e3o exigente para quem conhecia pouco da complexa engrenagem curial. Pouco depois, foi escolhido Bispo de Roma, passando do anonimato ao palco da cena mundial.<\/span><\/p>\n<h3><em><strong>Diversidade na continuidade<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando foi anunciado o nome do novo Bispo de Roma e sua escolha por \u201cLe\u00e3o XIV\u201d, muitos ficaram perplexos e, talvez, at\u00e9 desapontados \u2014 sobretudo os que esperavam continuidade nominal com Francisco. No entanto, n\u00e3o se tratou de ruptura. A escolha do nome aponta simultaneamente para a continuidade da doutrina social da Igreja e para uma necess\u00e1ria diversidade, adequada aos desafios atuais, internos e externos \u00e0 Igreja, entre os quais se destacam as quest\u00f5es envolvendo a intelig\u00eancia artificial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m \u00e9 preciso considerar que estamos vivendo o Ano do Jubileu da Esperan\u00e7a, no qual \u00e9 fundamental retomar o ritmo das celebra\u00e7\u00f5es. A presen\u00e7a do Papa \u00e9, por si s\u00f3, fonte de encorajamento e est\u00edmulo, como percebemos nos \u00faltimos tempos com a aus\u00eancia f\u00edsica de Francisco, que deixou marcas profundas em muitos que esperavam encontr\u00e1-lo, ainda que por breves instantes.<\/span><\/p>\n<h3><em><strong>S\u00e3o Francisco: o norte para o renascimento da Igreja<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao assumir como pr\u00f3pria a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica Dilexi Te, o Papa Le\u00e3o XIV deu um sinal claro \u2014 para qualquer um que ainda tivesse d\u00favidas \u2014 de que pretende assumir e dar continuidade ao caminho iniciado por seu predecessor. Ao falar de S\u00e3o Francisco, afirma:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cH\u00e1 oito s\u00e9culos, foi ele quem provocou um renascimento evang\u00e9lico nos crist\u00e3os e na sociedade do seu tempo. O jovem Francisco, antes rico e presun\u00e7oso, renasceu ao encontrar a realidade daqueles expulsos da conviv\u00eancia. Seu impulso n\u00e3o deixa de mover os cora\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is e de muitos n\u00e3o crentes, e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">mudou a hist\u00f3ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa mesma dire\u00e7\u00e3o, valem as palavras de S\u00e3o Paulo VI:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAquela antiga hist\u00f3ria do Bom Samaritano foi o exemplo e a norma que orientaram o nosso Conc\u00edlio.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estou convencido de que a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres gera uma renova\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria tanto na Igreja quanto na sociedade, quando somos capazes de nos libertar da autorreferencialidade e escutar o clamor daqueles que sofrem.<\/span><\/p>\n<h3><em><strong>O clamor do pobre: um apelo constante<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pr\u00f3prio t\u00edtulo da exorta\u00e7\u00e3o e seu desenvolvimento colocam o pobre como sujeito da a\u00e7\u00e3o da Igreja, protagonista de sua hist\u00f3ria e liberta\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 central a figura de Mois\u00e9s e a miss\u00e3o recebida:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVi a opress\u00e3o do meu povo no Egito e ouvi seu clamor diante dos opressores; conhe\u00e7o seus sofrimentos. Desci para libert\u00e1-lo [&#8230;] Agora, vai: eu te envio\u201d (Ex 3,7-8.10).<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O texto do \u00caxodo confirma que somos chamados a nos identificar com o cora\u00e7\u00e3o de Deus, sempre atento \u00e0s necessidades de seus filhos, sobretudo os mais vulner\u00e1veis. N\u00e3o podemos permanecer indiferentes ao clamor dos pobres; faz\u00ea-lo seria afastar-nos do cora\u00e7\u00e3o de Deus \u2014 e isso seria pecado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A condi\u00e7\u00e3o dos pobres representa um grito que, ao longo da hist\u00f3ria humana, interpela continuamente nossas vidas, nossas sociedades, nossos sistemas pol\u00edticos e econ\u00f4micos e, sobretudo, a pr\u00f3pria Igreja. No rosto ferido dos pobres est\u00e1 impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o pr\u00f3prio sofrimento de Cristo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao mesmo tempo, devemos reconhecer os in\u00fameros rostos da pobreza, pois se trata de um fen\u00f4meno multifacetado: h\u00e1 os que carecem de recursos materiais; os marginalizados socialmente, sem meios para expressar sua dignidade e capacidades; os pobres moral e espiritualmente; os pobres culturais; os que vivem fragilidades pessoais ou sociais; os que n\u00e3o t\u00eam direitos, lugar ou liberdade.<\/span><\/p>\n<h3><em><strong>Da mentalidade mundana ao compromisso evang\u00e9lico<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas interpreta\u00e7\u00f5es procuram minimizar a gravidade da situa\u00e7\u00e3o dos pobres. \u00c9 verdade que determinadas regras econ\u00f4micas foram eficazes para gerar crescimento, mas isso n\u00e3o significou desenvolvimento humano integral. O compromisso pela erradica\u00e7\u00e3o das causas sociais e estruturais da pobreza ganhou relev\u00e2ncia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas ainda \u00e9 insuficiente. Muitas sociedades promovem estilos de vida e pol\u00edticas marcadas por desigualdades, somando novas formas de pobreza \u00e0s antigas \u2014 algumas ainda mais sutis e perigosas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, ao compromisso concreto com os pobres deve somar-se uma transforma\u00e7\u00e3o de mentalidade com impacto cultural. N\u00e3o podemos baixar a guarda. Os pobres n\u00e3o existem por acaso nem por destino cego. \u00c9 preciso reler o Evangelho para n\u00e3o correr o risco de substitu\u00ed-lo pela mentalidade mundana.<\/span><\/p>\n<h3><em><strong>O mundo sem c\u00e1rceres: express\u00e3o da a\u00e7\u00e3o libertadora de Jesus<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde os tempos apost\u00f3licos, a Igreja reconhece na liberta\u00e7\u00e3o dos oprimidos um sinal do Reino de Deus. O pr\u00f3prio Jesus, ao iniciar sua miss\u00e3o, proclamou:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a liberta\u00e7\u00e3o aos cativos\u201d (Lc 4,18).<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os s\u00e9culos XII e XIII surgiram duas ordens religiosas inteiramente voltadas \u00e0 reden\u00e7\u00e3o dos cativos: a Ordem da Sant\u00edssima Trindade (Trinit\u00e1rios), fundada por S\u00e3o Jo\u00e3o de Matha e S\u00e3o F\u00e9lix de Valois, e a Ordem de Nossa Senhora das Merc\u00eas (Merced\u00e1rios), fundada por S\u00e3o Pedro Nolasco com o apoio de S\u00e3o Raimundo de Penhaforte. Para essas ordens, libertar os cativos era express\u00e3o do amor trinit\u00e1rio: um Deus que liberta n\u00e3o apenas da escravid\u00e3o espiritual, mas tamb\u00e9m da opress\u00e3o concreta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O gesto de resgatar pessoas da escravid\u00e3o e das pris\u00f5es era compreendido como prolongamento do sacrif\u00edcio redentor de Cristo, cujo sangue \u00e9 o pre\u00e7o de nossa liberta\u00e7\u00e3o (cf. 1Cor 6,20). Essa tradi\u00e7\u00e3o nunca cessou. Ao contr\u00e1rio, inspirou novas formas de a\u00e7\u00e3o diante das escravid\u00f5es modernas: tr\u00e1fico de pessoas, trabalho for\u00e7ado, explora\u00e7\u00e3o sexual e diversas depend\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A caridade crist\u00e3, quando encarnada, torna-se libertadora. A Igreja, quando fiel ao seu Senhor, \u00e9 sempre chamada a proclamar a liberdade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A intensa transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e social dos \u00faltimos dois s\u00e9culos \u2014 marcada por contradi\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas \u2014 n\u00e3o apenas feriu os pobres, mas foi tamb\u00e9m por eles enfrentada. Movimentos de trabalhadores, mulheres e jovens, bem como lutas contra o racismo, despertaram nova consci\u00eancia sobre a dignidade dos marginalizados. A Doutrina Social da Igreja, por sua vez, nasce dessa raiz popular: n\u00e3o se pode imaginar a releitura crist\u00e3 das realidades sociais, econ\u00f4micas e culturais modernas sem a participa\u00e7\u00e3o de leigos comprometidos com os desafios do seu tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 preciso, mais uma vez, reconhecer que a realidade se compreende melhor a partir das periferias e que os pobres s\u00e3o sujeitos de uma intelig\u00eancia particular, indispens\u00e1vel para a Igreja e para a humanidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No p\u00f3s-Conc\u00edlio, praticamente em toda a Am\u00e9rica Latina, fortaleceu-se a identifica\u00e7\u00e3o da Igreja com os pobres e o engajamento ativo na sua liberta\u00e7\u00e3o. Devemos empenhar-nos cada vez mais em superar as causas estruturais da pobreza. Trata-se de uma urg\u00eancia que \u201cn\u00e3o pode esperar\u201d: n\u00e3o apenas por exig\u00eancia pragm\u00e1tica de resultados, mas porque somente assim podemos curar uma ferida que fragiliza a sociedade e pode conduzi-la a novas crises. A falta de equidade \u00e9 a raiz de muitos males sociais. Com frequ\u00eancia constatamos que, de fato, os direitos humanos n\u00e3o s\u00e3o iguais para todos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, o an\u00fancio crist\u00e3o e a experi\u00eancia da f\u00e9 t\u00eam consequ\u00eancias sociais inevit\u00e1veis. Busquemos o Reino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres \u201cest\u00e1 impl\u00edcita na f\u00e9 cristol\u00f3gica naquele Deus que se fez pobre por n\u00f3s, para nos enriquecer com a sua pobreza\u201d. Nessa perspectiva, torna-se evidente a necessidade de \u201cdeixarmo-nos evangelizar\u201d pelos pobres e de reconhecer \u201ca misteriosa sabedoria que Deus deseja comunicar por meio deles\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Devemos sentir a urg\u00eancia de convidar a todos para entrar nesse rio de luz e vida que brota do reconhecimento de Cristo no rosto dos necessitados e sofredores. O amor pelos pobres \u00e9 elemento essencial da hist\u00f3ria de Deus conosco e brota do cora\u00e7\u00e3o da Igreja como apelo constante ao cora\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os \u2014 tanto das comunidades quanto de cada fiel individualmente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Confer\u00eancia de Aparecida, recorda-se:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDedicar tempo aos pobres, dar-lhes aten\u00e7\u00e3o am\u00e1vel, escut\u00e1-los com interesse, acompanh\u00e1-los em momentos dif\u00edceis, escolh\u00ea-los para compartilhar horas, semanas ou anos de nossa vida, e buscar, a partir deles, transformar sua situa\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio Jesus ensinou isso com suas palavras e seu modo de agir.\u201d<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Crescemos em muitos aspectos, mas continuamos analfabetos na arte de acompanhar, cuidar e sustentar os mais fr\u00e1geis de nossas sociedades desenvolvidas. Acostumamo-nos a desviar o olhar, a passar ao largo, a ignorar situa\u00e7\u00f5es at\u00e9 que elas nos atinjam diretamente. Para os crist\u00e3os, por\u00e9m, os pobres n\u00e3o s\u00e3o uma categoria sociol\u00f3gica: s\u00e3o a pr\u00f3pria carne de Cristo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo conclu\u00eda uma de suas homilias com este apelo:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe me ouvirdes enquanto \u00e9 tempo, \u00f3 servos de Cristo, irm\u00e3os e coerdeiros, visitemos Cristo, cuidemos de Cristo, alimentemos Cristo, vistamos Cristo, acolhamos Cristo, honremos Cristo \u2014 n\u00e3o apenas com uma refei\u00e7\u00e3o, como alguns; n\u00e3o apenas com perfumes, como Maria; n\u00e3o apenas com um t\u00famulo, como Jos\u00e9 de Arimateia; n\u00e3o apenas com ritos f\u00fanebres, como Nicodemos; n\u00e3o apenas com ouro, incenso e mirra, como os Magos. Mas, porque o Senhor quer miseric\u00f3rdia e n\u00e3o sacrif\u00edcio, ofere\u00e7amos essa miseric\u00f3rdia aos pobres, para que, ao partirmos deste mundo, sejamos recebidos por eles nos eternos tabern\u00e1culos.\u201d<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu te amei\u201d: o amor preferencial e incondicional pelos pobres \u00e9 o grande tesouro que fundamenta o sonho de uma a\u00e7\u00e3o pastoral capaz de derrubar barreiras e grades que aprisionam uma sociedade doente, incapaz de repetir ao irm\u00e3o: \u201ceu te amo\u201d. Este \u00e9 o convite que o Papa Le\u00e3o XIV dirige \u00e0 sociedade e \u00e0 Igreja:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O amor crist\u00e3o supera todas as barreiras, aproxima os distantes, une estranhos, torna familiares os inimigos, atravessa abismos humanamente intranspon\u00edveis, alcan\u00e7a os recantos mais ocultos da sociedade. Por sua natureza, o amor crist\u00e3o \u00e9 prof\u00e9tico, realiza milagres, n\u00e3o conhece limites: \u00e9 amor para o imposs\u00edvel. O amor \u00e9, sobretudo, uma forma de compreender a vida e de viv\u00ea-la. Uma Igreja que n\u00e3o coloca limites ao amor, que n\u00e3o v\u00ea inimigos a combater, mas homens e mulheres a amar, \u00e9 a Igreja de que o mundo hoje necessita.<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse \u00e9, afinal, o sonho de um mundo sem c\u00e1rceres que se torna poss\u00edvel e real.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas pessoas se perguntaram \u2014 e ainda se perguntam \u2014 qual dire\u00e7\u00e3o Robert Francis Prevost, o Papa Le\u00e3o XIV, pretende dar \u00e0 Igreja ap\u00f3s o pontificado de Francisco, considerando a guinada profundamente prof\u00e9tica e in\u00e9dita que Francisco imprimiu como Bispo de Roma. 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