{"id":15304,"date":"2013-09-24T13:39:48","date_gmt":"2013-09-24T16:39:48","guid":{"rendered":"http:\/\/carceraria.org.br\/?p=15304"},"modified":"2026-08-02T03:04:37","modified_gmt":"2026-08-02T06:04:37","slug":"uma-reflexao-sobre-a-pastoral-carceraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carceraria.org.br\/?p=15304","title":{"rendered":"Uma reflex\u00e3o sobre a Pastoral Carcer\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2409-Padre_Bosco_Pastoral_Carceraria.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-15305\" alt=\"2409 Padre_Bosco_Pastoral_Carceraria\" src=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2409-Padre_Bosco_Pastoral_Carceraria.jpg\" width=\"260\" srcset=\"https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2409-Padre_Bosco_Pastoral_Carceraria.jpg 640w, https:\/\/carceraria.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2409-Padre_Bosco_Pastoral_Carceraria-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>A Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da Pastoral Carcer\u00e1ria esteve reunida em S\u00e3o Paulo durante tr\u00eas dias (10-12 de setembro 2013), discutindo e aprofundando a sua miss\u00e3o na Igreja do Brasil, procurando ser presen\u00e7a na vida da pessoa presa, seus familiares como tamb\u00e9m em todos os ambientes, onde se reflete sobre a situa\u00e7\u00e3o prisional. Foi uma segunda etapa de uma analise institucional do trabalho desenvolvido pela mesma.<br \/>\nAs igrejas particulares, isto \u00e9, as dioceses, s\u00e3o respons\u00e1veis pela miss\u00e3o junto \u00e0 pessoa presa.<br \/>\nEm cada cidade com sua cadeia ou pres\u00eddio, a comunidade local, com o seu p\u00e1roco, tem a responsabilidade de prestar a assist\u00eancia a quem est\u00e1 na pris\u00e3o. A pris\u00e3o \u00e9 uma comunidade dentro da comunidade paroquial que deve ser assistida como as demais comunidades. Ali est\u00e3o homens ou mulheres da pr\u00f3pria comunidade e das comunidades vizinhas e, \u00e0s vezes, de mais distantes, n\u00e3o importa.<br \/>\nAs dioceses v\u00e3o contar com o apoio das coordena\u00e7\u00f5es estaduais que contar\u00e3o tamb\u00e9m com o apoio da coordena\u00e7\u00e3o nacional. Cada coordena\u00e7\u00e3o com o seu papel a servi\u00e7o da pessoa presa e seus familiares.<br \/>\nA coordena\u00e7\u00e3o nacional faz a ponte com a Pastoral latino-americana e internacional, como tamb\u00e9m no \u00e2mbito nacional cumpre o papel de influenciar e suscitar pol\u00edticas p\u00fablicas para o sistema prisional, como tamb\u00e9m se posiciona diante de discuss\u00f5es como Porte de Arma, Revista Vexat\u00f3ria,\u00a0\u00a0Privatiza\u00e7\u00e3o de Pris\u00f5es, Conselhos da Comunidade, Policia Penitenciaria, Celas de Castigo, Assist\u00eancia Religiosa, Dignidade Humana, Mulher Presa etc.\u00a0\u00a0E em comunh\u00e3o com o Cone Sul, um mundo sem pris\u00f5es.<br \/>\nTrata-se de uma miss\u00e3o n\u00e3o compreendida por aquelas pessoas que n\u00e3o compreendem a realidade prisional e que nunca foram vitimas dela, mas muito querida e necess\u00e1ria para a fam\u00edlia que vive a experi\u00eancia prisional.<br \/>\nA grande miss\u00e3o da Igreja \u00e9 anunciar o Evangelho atrav\u00e9s do testemunho e da presen\u00e7a junto aos mais pobres e marginalizados. Assim, a Pastoral Carcer\u00e1ria tem se colocado como presen\u00e7a nas unidades do Brasil e do mundo.<br \/>\nS\u00f3 aquelas pessoas que defendem a viol\u00eancia e o castigo \u00e9 que questionam a presen\u00e7a e a miss\u00e3o da Pastoral. Essas pessoas n\u00e3o conseguem perceber que quem perde a liberdade n\u00e3o perde a sua dignidade e os direitos inerentes \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o humana; que esses direitos n\u00e3o podem ser violados pelo Estado que tem por fun\u00e7\u00e3o garanti-los.<br \/>\nAcontece que a hist\u00f3ria \u00e9 a mesma. Jesus tamb\u00e9m foi duramente criticado por dar aten\u00e7\u00e3o aos marginalizados do seu tempo, mas a sua resposta era muito clara ao dizer que quem est\u00e1 bom n\u00e3o precisa de m\u00e9dico, mas os doentes sim. Nas pris\u00f5es de hoje est\u00e3o os doentes e marginalizados da sociedade, v\u00edtimas de uma sociedade que exclui, mata, marginaliza, tira o que pertence aos outros. Por isso, a Pastoral chega como o Bom Samaritano, que se aproxima para prestar a assist\u00eancia poss\u00edvel, consciente de que o Estado tem a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir com as suas responsabilidades ao custodiar os sentenciados e os que aguardam senten\u00e7a.<br \/>\nA Pastoral, al\u00e9m da assist\u00eancia religiosa e da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no c\u00e1rcere, cumpre tamb\u00e9m um papel de controle social, j\u00e1 que mant\u00e9m uma presen\u00e7a sistem\u00e1tica no mundo das pris\u00f5es, sobretudo para que a vida de todos os que fazem o sistema e nele cumprem penas, seja colocada acima de tudo.<br \/>\nParab\u00e9ns para a coordena\u00e7\u00e3o nacional pela iniciativa da an\u00e1lise das atividades da Pastoral.<br \/>\nPadre Bosco Nascimento<br \/>\nCoordenador da Pastoral Carcer\u00e1ria na Para\u00edba<br \/>\n<a href=\"mailto:pebosco@yahoo.com.br\">pebosco@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pe. 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