Boletim Informativo Pastoral Carcerária – 02/02/2018

Papa às detentas chilenas: uma pena sem reinserção na sociedade é apenas uma tortura

As mulheres, disse ainda Francisco, têm uma capacidade incrível de se adaptar às situações e seguir em frente. “Hoje gostaria de fazer apelo à capacidade de gerar futuro que vive em cada uma de vocês. (…) Ser privadas de liberdade não é o mesmo que ser privadas de dignidade.  

A história se repete: nota da Pastoral Carcerária sobre a rebelião e mortes em Goiás

As rebeliões ocorridas no dia 1º de 2018 mostram, novamente, que o sistema carcerário não está em crise. Ele cumpre a sua função perfeitamente: torturar e matar a população que está atrás das grades, em sua maioria pobre e negra. Violações de direitos, superlotação, condições sub-humanas, tortura e mortes fazem parte do cotidiano do sistema carcerário brasileiro 

Agentes da Pastoral Carcerária marcam presença no 14º Inter-eclesial em Londrina

O 14º Inter-eclesial, que aconteceu em Londrina, teve como tema "“CEBs e os Desafios no Mundo Urbano” e lema “eu vi e ouvi os clamores de meu povo e desci para libertá-lo (Ex.3,7)”
Tanto o tema como lema estão relacionados ao trabalho cotidiano da Pastoral. Em relação aos debates da Pastoral Carcerária, tendo em mente o nosso grande compromisso de trabalhar para um “mundo sem cárceres”, discutiu-se as propostas da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, a questão da mulher presa e que tipo de trabalhos serão realizados em 2018, o “Ano Nacional do Laicato”.
 

2018, o Ano do Laicato

“Me recordo de uma canção do padre Zezinho que dizia: ‘Jesus Cristo me deixou inquieto com as palavras que ele proferiu, nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu’.
Essa inquietação, que não nos deixa indiferentes diante das injustiças, do abandono, da exclusão, da falta de paciência e nos faz acreditar que mesmo diante de todas as dificuldades é possível sim viver num mundo muito melhor; mas para que isso aconteça, cada um de nós deve viver o evangelho em sua vida”.
 

Rafael Godoi: prisão não é a solução para a violência, ela é parte do problema

"Enxergar a prisão junto com a sociedade é fundamental para não achar que a prisão é a solução para todos os problemas. Muitas vezes quando ameaçadas as pessoas visualizam a prisão como sendo uma proteção. Mas o cárcere na realidade multiplica os problemas e as ameaças: ela não é solução, ela é problema, analisa o doutor em sociologia Rafael Godoi, em entrevista ao El País. 

Privatização do sistema carcerário: entre massacres e fantasias

A privatização prisional torna o Estado refém dos serviços prestado por empresas, que por sua própria natureza estão sujeitais à falência e todo tipo de instabilidades.
De forma ainda mais perigosa, a privatização prisional favorece o surgimento de relações espúrias entre empresas e facções, e fortalece o lobby dos grupos econômicos que atuam junto à parlamentares, gestores públicos e mídia para promover políticas de encarceramento em massa, cujos resultados sociais desastrosos contrastam com o aumento dos seus lucros.
 

Onde estão as pessoas com transtorno mental no relatório Infopen 2016?

Em nota, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Mental e Liberdade da Pastoral Carcerária analisa o relatório do Infopen, que tem dados referentes à população carcerária brasileira no ano de 2016, e critica a falta de atenção do documento ao não considerar as pessoas presas nos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTPs) como parte da população prisional. 

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