PCr de Rio do Sul (SC) leva esperança a encarcerados de presídio superlotado

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missa_prisaoA Pastoral Carcerária da Diocese de Rio do Sul (SC) tem realizado frequentes visitas ao Presídio Regional da cidade, com o propósito de levar o conforto espiritual e religioso aos detentos que lá se encontram.
Durante o banho de sol dos presos, é feita a leitura bíblica com grupos de detentos, reflexões sobre o tema lido e conversas individuais.
O presídio está superlotado. O número de detentos varia de 350 até 420, enquanto a estrutura tem capacidade para abrigar 201 detentos. Deste total, a ala feminina abriga entre 30 e 40 mulheres. A superlotação traz desconfortos a todos. As celas foram construídas para abrigar 8 pessoas, mas em média abrigam 15 detentos e com isso as condições de higiene e de saúde são comprometidas. Em algumas celas, o número de presos é três vezes maior do que a capacidade tornando as condições de vida ainda pior.
Chama a atenção de qualquer pessoa que visita as quadras o grande número de jovens que lá se encontram. São pessoas saudáveis, que poderiam estar junto a suas famílias, estudando e trabalhando e que por algumas circunstâncias estão privados da liberdade de viver a juventude. Esses jovens, em sua maioria, provêm de famílias desestruturadas.
A Pastoral, mesmo com um número limitado de agentes, tem prestado atenção aos presos. Em 31 de março, realizou a celebração da Páscoa da Ressurreição do Senhor no presídio, com a presença de Dom Onécimo Alberton, bispo de Rio do Sul, do Padre Osmar Debatin e a Irmã Carmela Panini e outras lideranças da Diocese e de Blumenau.
Foi a primeira vez que um Bispo visitou os detentos do presídio Regional. A equipe visitou todas as quadras e os galpões de trabalho levando a Palavra de Deus aos presos. No final, cada preso recebeu uma barra de chocolate e uma mensagem de Páscoa. Todos ficaram muito gratos pela presença das autoridades religiosas da Diocese junto a eles e pediram que sempre que possível voltem visitá-los.
Dom Onécimo disse a todos que tem como meta continuar e ampliar este trabalho e as suas visitas ao presídio serão frequentes.

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