PCr de Parintins (AM) intensifica ação pastoral em unidade prisional

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Interna superior parintinsLocalizada no Estado do Amazonas, a cidade de Parintins aparece com frequência noticiário nacional por conta de seu tradicional festival folclórico que divide a população entre a torcida vermelha para o Boi Garantido e a torcida azul para o Boi Caprichoso.
Porém, infelizmente, Parintins também tem ganhado espaço na mídia por conta de episódios de violência na unidade prisional, onde estão encarceradas mais de 150 pessoas, algumas delas católicas – a população da cidade é de 102 mil habitantes, e destes 83,4 mil declararam-se católicos no último Censo do IBGE.
Atenta à realidade das pessoas presas na cidade, há um ano foi formado um grupo de Pastoral Carcerária na Diocese de Parintins.
“No dia 1º de setembro, houve uma rebelião no local, onde tristemente, aconteceram duas mortes e muitos feridos. Momentaneamente, nós, membros da Pastoral, pensamos que nosso trabalho não estava dando repostas positivas como esperávamos, porém isso imediatamente mudou quando, como requisito dos presidiários, os mesmos pediram para a negociação um Juiz ou Promotor de Justiça, um representante dos Direitos Humanos e a Pastoral Carcerária. Obtivemos, dessa maneira, um destaque diante da população e vimos que de alguma forma nosso trabalho surtiu efeito. Nessa rebelião, inicialmente 30 detentos preferiram não se envolver no movimento, e felizmente, estes participam das nossas atividades”, contou Fernanda Lopes de Oliveira, integrante da PCr de Parintins.
As visitas do grupo da Pastoral à unidade prisional acontecem sempre aos sábados, quando também há celebração de missa. Em 11 de outubro, véspera do Dia de Nossa Senhora Aparecida, dom Giuliano Frigenni, bispo diocesano, presidiu a celebração, que teve a participação dos presos, carcereiros e agentes da PCr, entre os quais o padre Bosco, diretor espiritual da Pastoral.
Interna inferior parintinsJunto aos membros da Pastoral, o bispo distribuiu nas celas um terço de devotos de Nossa Senhora de Aparecida para cada um dos encarcerados, ensinando, por meio de um folheto, como rezar os mistérios e as orações.
“É de suma importância para os membros da Pastoral, aos carcerários e aos encarcerados, a participação ativa do nosso Bispo na unidade prisional, pois para todos nós é uma honra ter a presença dele nas visitas, reuniões e demais atividades que são realizadas”, comentou Fernanda Lopes ao Site da PCr Nacional.
Sobre o agir do agente de Pastoral Carcerária nos cárceres
Segundo o Manual de Formação Cristã da Pastoral Carcerária Nacional, a PCr “através dos seus agentes de pastoral, que se comprometem a ser discípulos e missionários no cárcere, como também catequistas, assim o faz, pois cada membro sente compaixão, igual ao Mestre, afirmando em seu coração: ‘Sentimos as dores, enfim, da situação desumana em que vive a grande maioria das pessoas encarceradas, que também necessitam de nossa presença solidária e de nossa ajuda fraterna’ (Documento de Aparecida, n.65)”.

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