PCr de Belo Horizonte fará retiro para fortalecer atuação em 2015

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Interna PCr BH (1)A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belo Horizonte realizará, em 7 de fevereiro,  retiro espiritual, que terá como tema “Pastoral Carcerária: restaurados em Cristo para restaurar vidas”.
A expectativa é que 220 agentes participem, com o objetivo de se fortalecer para atuarem junto aos 13 mil presos das  23 unidades prisionais da Região Metropolitana  de Belo Horizonte.
Segundo a coordenadora da PCr local, Maria de Lourdes de Oliveira, uma das metas para 2015 é intensificar a presença e atuação da Pastoral no Conselho da Comunidade, que integra os Órgãos de Execução Penal e é ligado ao Conselho Nacional de Justiça.
Os Conselhos da Comunidade possuem funções de articulação dos recursos, de fiscalização, de luta pela preservação de direitos, de ressocialização e de representação das comunidades na execução da política penal e penitenciária.
Na Região metropolitana de BH, a fiscalização é realizada mensalmente e  resulta em um relatório sobre as condições observadas e propostas de melhorias, que é encaminhado ao juiz da  comarca. Compõem o Conselho um representante da associação comercial ou industrial, membros de instituições religiosas que visitam os presídios, representantes da Defensoria Pública, do Conselho Regional da Assistência Social,  da Ordem dos Advogados do Brasil,  o juiz da comarca  e outras instâncias que ele julgue importante a participação.
O planejamento das ações da Pastoral para este ano inclui prosseguir com a formação por meio dos cursos de Justiça Restaurativa- uma iniciativa da Pastoral, na Arquidiocese de BH –  e da Escola de Perdão e Reconciliação.
A Justiça Restaurativa é um modelo voltado para as relações prejudicadas por situações de violências. Valoriza a autonomia e o diálogo, criando oportunidade para que as pessoas envolvidas no conflito possam conversar e entender a causa real do problema, a fim de restaurar a harmonia e o equilíbrio entre todos. A ética restaurativa é de inclusão, de responsabilidade social e promove o conceito de responsabilidade ativa.
As Escolas de Perdão e Reconciliação consistem basicamente em oferecer oficinas de formação para pessoas que se disponham a ser, voluntariamente, facilitadores no processo de mediação de conflitos em comunidades violentas.
Com todos esses instrumentos disponíveis, a coordenadora da Pastoral Carcerária afirma que o foco é atuar, incansavelmente, para que não haja qualquer retrocesso no trabalho da Pastoral Carcerária realizado até agora. 
Fonte: Arquidiocese de Belo Horizonte

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