Pastoral lança projeto nas comemorações do Dia Nacional da Defensoria Pública

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Para marcar, em São Paulo, o lançamento da Campanha Nacional da Defensoria Pública “Defensores Públicos: Pelo Direito de Recomeçar”, foi realizado na Defensoria Pública estadual, na sexta-feira, dia 17, um debate, durante o qual houve o lançamento do projeto “Reinserção Social para Egressos da Vila Brasilândia”, idealizado pela Pastoral Carcerária, com o apoio do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria.
A atividade foi iniciada com as exposições de José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária; Bruno Napolitano, presidente em exercício da Associação Paulista de Defensores Públicos (APADEP); Daniela Sollberger, defensora pública-geral; Bruno Shimizu, defensor público do Núcleo Especializado de Situação Carcerária; e Luciana Zaffalon, ouvidora-geral da Defensoria Pública paulista.
Na sequência, Catarina Pedroso, psicóloga do projeto, explicou que ao projeto tem como meta produzir conhecimento sobre o universo do egresso, com o objetivo de, em dois anos, apresentar recomendações aos governos federal e estadual para que produzam propostas reais relativas a emprego, saúde, educação e outros temas relacionados à inserção segura do apenado na sociedade.
“Nosso objetivo é indicar uma rede de sustentação para quem está saindo da penitenciária”, resumiu Catarina, destacando que para tal, os trabalhos envolvem psicólogos, sociólogos, assistentes sociais e assistência jurídica. “Queremos minimizar a chance de reincidir no crime”, afirmou.
Durante a atividade, dois egressos do sistema carcerário deram seus depoimentos. Patrícia Cândido, hoje estudante de letras e recepcionista, comentou sobre as dificuldades impostas pela privação de liberdade e o estigma carregado por egressos. Ela ainda declamou uma poesia de sua autoria acerca da liberdade e da superação pessoal frente aos vícios da prisão.
Já Fábio Rodrigues dos Santos, há menos de dois meses em liberdade, fez críticas veementes à forma como algumas entidades ligadas à questão carcerária lidam com os egressos. Citou como exemplo a necessidade de preenchimento de fichas de inscrição para vagas de emprego. “Muitos não sabem nem escrever direito e nem tem como referência um telefone ou uma residência fixa”, avaliou.
Ao final, o presidente em exercício da Associação Paulista de Defensores Públicos (Apadep), Bruno Napolitano, agradeceu aos participantes e falou sobre os objetivos da campanha nacional de Defensoria Pública, que é realizada anualmente em comemoração ao Dia do Defensor Público. “Em momentos em que a sociedade discute projetos que objetivam encrudescer as penas, pretendemos com esta campanha mostrar um outro caminho, que se preocupe mais com a causa, tais como a realização dos direitos fundamentais, e com a efetivação dos fins pedagógicos da pena”, finalizou.

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Fonte: Site da APADEP
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