Pastoral em Rio Preto (SP) se opõe a construção de unidades prisionais

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Dados da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo indicam que a região de São José do Rio Preto, no norte paulista, tem 1.861 detentos a mais que a capacidade das unidades prisionais ali instaladas.
Em dezembro de 2012, o governo do estado iniciou a construção de dois centros de detenção provisória em Icém e Riolândia, cidades da região, mas o total de vagas ainda será insuficiente, pois juntas as novas unidades prisionais comportarão 1.536 presos.
Em entrevista ao jornal Bom Dia, o coordenador da Pastoral Carcerária da Diocese de São José do Rio Preto, Orlando Azevedo, enfatizou que o estado não precisa construir mais presídios, mas ter novas políticas para evitar a criminalidade.
“Presídio resolve? Acho que não resolve. Precisamos de políticas públicas para diminuir a criminalidade. A gente imagina que pode chegar um dia que o orçamento do estado não será suficiente para manter o sistema prisional”, afirmou Orlando, complementando: “precisamos, com base num contexto global, passar por uma reestruturação da sociedade”
Segundo o coordenador da PCr local, um dos agravantes para o sistema carcerário da região é a transferência de presos de outras localidades. Ele citou que somente no CDP de Rio Preto há 900 presos de outras regiões do estado. “Atualmente as unidades estão superlotadas, mas não pode haver simplesmente análise local. Quando essas unidades têm lotação menor, eles [Estado] deslocam presos de outras regiões para cá”, garantiu.
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