Os desafios da assistência espiritual nos cárceres do Uruguai

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Em um país com cerca de 3 milhões de habitantes, a quantidade de 10.000 pessoas privadas de liberdade não é insignificante. E para levar assistência espiritual aos presos da nação localizada no extremo sul da América, 200 agentes da Pastoral Carcerária, ou Pastoral Penitenciária como é por lá conhecida, estão sempre a postos.
DIGITAL CAMERA“A Pastoral Penitenciária visita semanalmente todos os estabelecimentos do país, levando a força espiritual aos privados de liberdade e, muitas vezes, levando também os materiais que os presos precisam”, disse, ao Site da PCr Nacional, Elsa Elena Musso, da Pastoral Penitenciária do Uruguai.
Elsa explicou que a Pastoral está atrelada à Cáritas e é acompanhada diretamente por um padre, que é o assessor eclesiástico. “Uma ou duas vezes por ano há uma missa em cada estabelecimento prisional, pois não temos padres para nos acompanhar sempre, porém os agentes de pastoral vão toda a semana a todos os estabelecimentos”.
Elsa visitou o Brasil na segunda quinzena de janeiro com a proposta de conhecer melhor o projeto Tecer Justiça, que foi realizado entre 2010 e 2011, pela Pastoral Carcerária e o Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), unindo atendimento jurídico a presos provisórios com uma pesquisa sobre o perfil socioeconômico dos atendidos.
“Pelo pouco que já li sobre o projeto, me pareceu excelente, vou me aprofundar um pouco mais, mas parece-me muito bom”, comentou Elsa, tendo em suas mãos um livro do projeto, durante a visita que fez à sede da Pastoral Carcerária Nacional, em São Paulo.
“Encantei-me com aqui. Parece que a Pastoral Carcerária do Brasil trabalha de forma excelente, porque vejo que participa muitíssimo em relação às instituições e ao Estado” disse.
De acordo com Elsa, as situações das unidades prisionais brasileiras não diferem das encontradas nos cárceres uruguaios, “mas claro que o Brasil é um grande país com muito mais habitantes e reclusos, mas vemos a mesma situação, a mesma problemática do mau tratamento aos presos”.

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