Connection Information

To perform the requested action, WordPress needs to access your web server. Please enter your FTP credentials to proceed. If you do not remember your credentials, you should contact your web host.

Connection Type

OAB pedirá que MJ apure relatos de tortura em presídio no Pará

 em Notícias

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitará ao Ministério da Justiça que investigue os relatos sobre tortura a presos no Centro de Recuperação Regional de Itaituba, no sudoeste do Pará, que teria sido cometida em 22 de fevereiro.

Relatório da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, com base na denúncia dos presos, afirma que tortura foi praticada pelo grupo de Operações Táticas da Polícia Militar durante revista dos encarcerados, alguns dos quais receberam marteladas nos dedos e spray de pimenta nas genitais, enquanto diretores presídio riam e tiravam fotos.

Na avaliação do presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, a ação “não foi uma operação cotidiana de revista de presos, mas sim um verdadeiro massacre, violação de direitos da pessoa humana, tratamento desumano, degradante, torturas e maus-tratos”.

Marcus Vinicius Furtado, presidente nacional da OAB, disse que vai cobrar providências do Ministério da Justiça, para o caso que “demonstra que o sistema carcerário brasileiro não está preparado para a reinserção social, mas sim voltado à vingança, com agentes do Estado praticando a tortura, o que é inadmissível”.

Entenda o caso

Após a fuga de sete presos, na madrugada de 22 de fevereiro, a direção do Centro de Recuperação Regional de Itaituba cancelou a visita dos familiares dos detentos. No mesmo dia, segundo o relato destes familiares, policiais do Grupamento Tático da Polícia Militar permaneceram por mais de oito horas no presídio e violentaram os detentos.

Na manhã do dia 23, os familiares acionaram a advogada Cristina Bueno, da subseção da OAB em Itaituba (PA), que junto a dois advogados criminalistas e a um integrante da Comissão de Direitos Humanos da subseção se reuniram com o diretor do presídio, Márcio Ferreira, que impediu a comitiva de checar as condições dos detentos.

Após negociação com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), a comitiva foi autorizada a visitar alguns detentos.

“Visitamos apenas quatro detentos no parlatório do presídio. Eles apresentavam péssimas condições físicas, pois estavam com hematomas, dedos quebrados, tanto das mãos quanto dos pés”, descreveu Cristina. A advogada ainda informou que ouviu dos detentos. “Eles disseram que os policiais do Grupamento Tático usaram spray de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral”.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária
(com informações do Site da OAB-PA)
 

 

Recommended Posts

Deixe um comentário