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Ceará adota tecnologia para o fim de revista íntima em unidades prisionais

 em Notícias

Scanner_corporal_cearaA Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça (MJ), apresentaram em 9 de junho os bodyscanneres (scanner corporal) que serão utilizados no sistema prisional cearense.

A tecnologia, que pode detectar objetos intracorpóreos, terá funcionamento em sete unidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e de pôr fim ao procedimento de revista íntima, quando os visitantes precisam tirar a roupa para ser revistados.

Segundo a Secretária da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará, a implantação dos bodyscanneres visa à intensificação das vistorias e apreensões nas unidades penitenciárias, mas respeitando a dignidade dos visitantes, eliminando as chamadas revistas vexatórias.

 

PCr faz ressalvas bodyscanneres

A Pastoral Carcerária tem ressalvas à implantação de bodyscanneres, conforme afirmou Heidi Cerneka, da coordenação nacional da PCr para a questão da mulher presa, em recente entrevista ao site do projeto Pensando o Direito.

“Há muita dúvida ainda sobre o uso contínuo do body scanner, ainda mais para os funcionários que passariam todos os dias, e possivelmente várias vezes durante o dia, se existem riscos de danos. Além disso, o body scanner é muito caro para ser instalado nas 1.500 unidades prisionais no país. Acreditamos que o governo precisa gastar seu dinheiro na construção de uma sociedade e um país melhor. E também as máquinas são importadas, o que quer dizer, assim que começarem a quebrar, vão acabar encostadas e não utilizadas”.

Na mesma entrevista Heidi também defendeu que a revista vexatória precisa acabar. “É ilegal e uma violação a dignidade da pessoa visitando. O risco de achar que o body scanner é a resposta, é que contingencia o fim da revista vexatória na aquisição do body scanner, e assim, não acaba nunca uma ilegalidade que não deveria existir”.

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