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Assessores expõem desafios da Pastoral Carcerária aos bispos do Regional Centro-Oeste

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“Desafios da Pastoral Carcerária” foi o tema de reflexão do primeiro momento da reunião do Conselho Episcopal Regional (CONSER), 15 de novembro, na sede do Regional Centro-Oeste da CNBB (Goiás e Distrito Federal), em Goiânia (GO). Essa parte formativa do encontro teve a assessoria do coordenador da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de Goiânia, Diácono Ramon Curado, e da Irmã Alessandra Santana, da coordenação regional.

Durante sua exposição, Irmã Alessandra, que faz parte da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Santa Paulina, destacou os objetivos da Pastoral Carcerária, que é evangelizar e promover a dignidade humana por meio da presença da Igreja nos cárceres com as equipes de pastoral, na busca de um mundo sem cárceres. Pontuou, ainda, que anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, colaborar para que os direitos humanos sejam garantidos, conscientizar a sociedade para a difícil situação do sistema prisional e contribuir para redução da população carcerária, estão entre os objetivos específicos da Pastoral.

A respeito dos desafios, Diácono Ramon afirmou que a Pastoral Carcerária carrega um estigma e até repugnância por escolher os encarcerados como seus prediletos na evangelização. Por isso, faltam pessoas que queiram se doar para evangelizar nos presídios. “Enquanto outras denominações religiosas como os protestantes têm 50 pastores atuando nos presídios de Goiânia e os espíritas dez grupos, nós temos apenas 21 voluntários, sendo que 12 visitam as unidades prisionais semanalmente”, disse. Irmã Alessandra também lembrou que o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Em Goiás, já são 17 mil detentos, desse total 900 são mulheres número elevado que causa um impacto social muito negativo. “Diante desse quadro, temos como principais desafios a falta de lideranças para assumir os trabalhos, de comunidades e do Clero para apoiar a pastoral e de mais organização por parte das dioceses para que possamos desempenhar uma ação pastoral mais afetiva e efetiva”, completou irmã Alessandra.

Diretrizes da Igreja

Com base na 5ª Urgência das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que pede uma ação pastoral que se coloca a serviço da vida plena para todos, pela caridade e a opção evangélica de socorrer aqueles que mais necessitam, os assessores, Diácono Ramon e Irmã Alessandra pediram aos bispos que apoiem a Pastoral, no sentido de torná-la uma força viva no regional e um estrutura que tenha um elo comum. “Sabemos que há atuações isoladas de visitas a delegacias e presídios em algumas dioceses do regional, mas precisamos ser uma pastoral que atua de maneira conjunta e ordenada, unida com um único objetivo”, completou.

Após as exposições, os bispos fizeram perguntas e pontuaram algumas falas dos assessores. Foi solicitada ainda a presença da pastoral em algumas dioceses, no sentido de estruturar esse trabalho nas Igrejas particulares.

“O maior desafio da Pastoral Carcerária é se organizar em coordenações diocesanas, que ajudam na articulação mais efetiva e significativa desta bonita e importante missão de se fazer presente nos cárceres”, comenta em entrevista o Diácono Ramon Curado. Outro desafio pontuado por ele é o número reduzido de voluntários. “Só no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia temos cinco mil pessoas presas, uma verdadeira paróquia a mais na Arquidiocese de Goiânia”.

A missão da Pastoral Carcerária (PCr) é levar o amor de Deus, na forma de escuta e atenção individual aos encarcerados, encaminhando também às autoridades e à sociedade, denúncias e o clamor pelas irregularidades que desrespeitam as leis e inviabilizam a ressocialização dos indivíduos. “A ação da PCr tem ajudado a diminuir o número de prisões desnecessárias, principalmente dos pobres por pequenos delitos. A superlotação é a causa da maioria das mazelas do sistema prisional no Brasil”, ressaltou o coordenador da PCr de Goiânia.

Fonte: Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Goiânia

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