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Notícias › 29/01/2016

Morre em Passo Fundo (RS), a Irmã Maria Adila, referência para a PCr

Irma Maria AdilaAs religiosas da Congregação das Irmãs de Notre Dame e os agentes da Pastoral Carcerária no Acre, Amazonas e no Rio Grande do Sul receberam uma triste notícia em 25 de janeiro: o falecimento da Irmã Maria Adila Imig, aos 74 anos, na cidade de Passo Fundo (RS).

Nascida em Tapera (RS), Irmã Maria Adila (foto) dedicou a vida à missionaridade em diferentes regiões do Brasil e também se destacou na atenção aos presos, que a ela se referiam carinhosamente como a “irmãzinha”, pela forma como lhes anunciava a Boa Nova de Jesus e também os animava na esperança de dias melhores.

Apresentamos a seguir relatos de pessoas que conviveram e conheceram o trabalho de Irmã Maria Adila e que agradecem a vida pelo dom que foi sua vida.

Irmã Imelda Maria Jacoby, coordenadora da PCr no Rio Grande do Sul

“Querida Irmã Adila, você será sempre lembrada pelo povo acreano e amazonense, o qual amou e serviu tão intensamente. Estará eternamente em nossas memórias e corações. Tantas qualidades já foram lembradas e citadas nas mensagens enviadas. Quero, entre tantas, destacar uma: seu Amor, Serviço e Presença Constante junto aos irmãos e irmãs prisioneiros (as). Irmã Adila era incansável em acompanhar os processos que estavam engavetados anos e anos; muito empenho em oferecer formação técnica em muitas áreas (trabalhos manuais, horta, marcenaria etc.) para oportunizar  chance de uma nova vida após  a ‘esperada liberdade’; com isso ela ajudou muitos e muitos a se reintegrarem na sociedade. Sem esquecer que seu amor, dedicação através da Catequese e Formação – era sempre para Ensinar a Pescar… Ela nunca dava o peixe… Ensinava a pescar e ajudava a conseguir os meios”.

Irmã Nonata, que conviveu com a Irmã Maria Adila

“Tive a graça de morar com a Irmã Adila. Aprendi muito com ela. Poderia dizer muito sobre seu grande testemunho de Missionária Apaixonada pelo Reino. Mas, termino dizendo: Irmã Adila, grande missionária, imbatível na fé… perseverante na caridade e incansável no anúncio do Evangelho. Descanse em paz. Guardarei e serei eternamente grata pelo seu testemunho de vida consagrada, especialmente junto ao nosso povo acreano. Descanse em paz”.

Irmã Maria do Socorro, representante da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB)

“Impossível não lembrar os tantos feitos realizados pela Irmã Adila em todos estes anos de trabalho missionário nas terras do Acre e do Amazonas. Rio acima, rio abaixo. De carro, de canoa, de barco ou de qualquer maneira. Nada era impedimento ou dificuldade para ela. E como sempre foi tão ligeira, também tão ligeiro partiu para a eternidade. Nossas orações e solidariedade a toda Congregação de Notre Dame. Eternamente gratos à Irmã Adila, que será sempre lembrada em toda a Diocese de Cruzeiro do Sul, no nosso Núcleo da CRB e principalmente na Catequese, no Ensino Religioso e na Pastoral Carcerária. Nossos irmãozinhos presidiários estão inconsolados pela perda da “irmãzinha” como carinhosamente a chamavam”.

Irmã Lurdes Centenaro, que trabalhou com a Irmã Maria Adila

“Irmã Adila foi uma grande missionária de Jesus. Ela percorreu os caminhos mais tortuosos, cheios de espinhos, de pedras… em busca das suas ovelhas, e as mais debilitadas e doentes. Ela as carregava em seus braços a exemplo de Jesus o Bom Pastor”.

Senhor Antônio Franciney, que conheceu Irmã Maria Adila

“Seu apostolado maior, por 22 anos, foi na Diocese de Cruzeiro do Sul (AC), onde exerceu a função da Animação Bíblico-catequética diocesana e paroquial, acompanhamento didático-pedagógico de Ensino Religioso e Pastoral Carcerária Diocesana. Nesta pastoral, tinha um cuidado especial para preparar os e as detentas para o retorno à sociedade. No sistema prisional, tinha entrada franca e cuidava para que a população carcerária tivesse ocupação. A mulher forte que conheci na Escola Prof. Flodoardo Cabral, e entre os presos  na antiga Colônia Penal Guimarães Lima (trabalhei na segurança do presídio em 1994), dedicara sua vida e saúde, se doando à causa dos pobres e marginalizados. Estava sempre envolvida em questões humanitárias, e mesmo que incompreendida, às vezes, não desanimava e sempre arrumava um jeito de vencer pela paciência”.

Irmã Inês Weber, que trabalhou com a Irmã Maria Adila

“Irmã  Maria Adila dizia: ‘Quero deixar tudo preparado para quem vai continuar minha missão. Ela é exigente e grande. Mas Deus sabe, prepara o coração  de alguém”; ‘Vou para o Sul, quero ficar próxima da minha família. Sempre estive tão longe’. Sim, Irmã Adila: agora você está próxima de todos. Receba o prêmio da vida eterna, contemple face a face o Bom Deus!  Que sua vida possa ser fonte de muitas e generosas vocações. Pois  somos testemunhas de sua vida dedicada aos outros. Somos testemunhas do seu amor a Jesus Cristo, testemunhas do seu amor incansável aos irmãos e irmãs presos e suas famílias. Somos testemunhas do seu silêncio diante do Mestre na Eucaristia. Mulher da Eucaristia diária, mesmo em meio à dor e ao sofrimento, não mediu esforços para participar da eucaristia. Discípula destemida em levar no coração, nos pés, nas mãos a Palavra de Deus. O anúncio fez parte do seu Jeito único e próprio. Deus te recompense por tudo, nossa terna e eterna Irmã missionária incansável”.

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