PCr do Rio Grande do Sul intensifica formação de agentes e visita a presos

 Em Igreja em Saída

Interna Rio Grande do SulFormação permanente de agentes e maior frequência de visitas aos cárceres foram avanços conquistados pela Pastoral Carcerária do Rio Grande do Sul no último ano, conforme informam os coordenadores estaduais Irmã Imelda Maria Jacoby, Fernando Marca, Carlos Deonísio Flores, Marlene Soso, Malvina Fandinho e Vinícius Toazza.
“Em 2014 prosseguimos trabalhando na organização da Pastoral no Estado e também foi dedicado bastante tempo na formação dos agentes”. Segundo a equipe de coordenação, foram realizados cursos ESPERE (escola de perdão e reconciliação) em Carazinho, Montenegro, Lagoa Vermelha e no Presídio Regional de Passo Fundo com detentos.
“A Justiça Restaurativa continua sendo uma prioridade. O desejo da PCr é que os presos que o desejem tenham oportunidade de experienciarem a metodologia da ESPERE”, afirmam os coordenadores estaduais. Destaca-se ainda o fato de que agentes da PCr que já tinham feito a ESPERE passaram, em 2014, por mais uma capacitação para auxiliar na multiplicação dessa metodologia no interior do estado.
A PCr do Rio Grande do Sul também deu maior ênfase à formação de conselhos da comunidade em diversas cidades gaúchas e houve intensificação nas relações com o Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria.
Ainda segundo os coordenadores estaduais, foram constituídas mais equipes de trabalho para o atendimento semanal dos presos. “Mais sacerdotes foram designados e estão acompanhando a Pastoral”, comemoram.
Outra conquista foi manter a memória dos feitos da Pastoral no estado. “Realizamos um trabalho de resgate histórico da Pastoral Carcerária no Rio Grande do Sul, pois em 2014 celebramos 50 anos de CNBB no Estado. Inclusive recebemos um acervo de livros relativos à Pastoral Carcerária, doados pelos Maristas e que pertenciam ao falecido Irmão João Orestes Fagherazzi”.
Desafios permanentes
Conforme afirmaram ao Site da PCr Nacional os integrantes da Pastoral no Rio Grande do Sul, todas as necessidades de ação foram elencadas na assembleia estadual e as prioridades serão definidas em fevereiro e em março para serem trabalhadas com os coordenadores diocesanos.
Em 2014, os diversos documentos referentes aos problemas carcerários no País foram multiplicados, entregues aos agentes e também às autoridades competentes e com eles refletidos.
A revista vexatória está sendo cobrada pela Pastoral estadual e também o Judiciário e a OAB tem se pronunciado em relação a tal prática que é ilegal.

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