Nos EUA, Papa Francisco convida sociedade a sentir as dores dos presos

 Em Igreja em Saída

Interna_papa_e_os_presosO Papa Francisco, em 27 de setembro, o último dia de sua viagem apostólica aos Estados Unidos, visitou a Prisão de Curram-Fromhold, em Filadélfia. O Pontífice foi recebido pelo capelão e pelos responsáveis da penitenciária, que é a maior unidade prisional masculina de Filadélfia, onde estão atualmente quase 2.800 presos.
Após a saudação do Arcebispo de Filadélfia, Dom Charles Chaput, o Santo Padre pronunciou seu discurso, agradecendo a recepção e a possibilidade de estar ali, como pastor e, sobretudo, como irmão para rezar com os presos e encorajá-los.
Francisco enfatizou que para toda pessoa, estar preso “é um momento difícil, carregado de tensões. Um momento que é doloroso para vocês e também para suas famílias e para toda a sociedade, já que uma sociedade, uma família que não sofre as dores de seus filhos, que não os toma com seriedade, que os naturaliza e os assume como normais e esperáveis, é uma sociedade que está condenada a ficar presa a si mesma, presa a tudo o que a faz sofrer”.
O Pontífice enfatizou que Jesus vai ao encontro de todos para que alcancem de novo a dignidade de filhos de Deus. “Ele quer que voltemos aos caminhos, a vida, sentindo que temos uma missão, que este tempo de reclusão não tem sido e nunca será sinônimo de expulsão”.
O Papa recordou a passagem do Evangelho em que Cristo lava os pés dos discípulos, sinalizando que é aquele que cura as feridas, as chagas, a solidão e que ajuda a manter a fé e a esperança em dias melhores.
“Todos somos buscados por este Mestre que quer nos ajudar a refazer o caminho. A todos nos busca o Senhor para nos dar sua mão. É doloroso constatar sistemas penitenciários que não buscam curar as chagas, sarar as feridas, gerar novas oportunidades”, lamentou.
“Neste período de detenção, de modo particular, é necessária uma mão que ajude a reintegração social, desejada por todos: reclusos, famílias, funcionários, políticas sociais e educativas. Uma reintegração que beneficia e eleva o nível moral de todos”, afirmou.
Por fim, o Papa deixou uma mensagem de esperança aos presos e a todos que trabalham naquela prisão. “Quero encorajá-los a manter esta atitude entre vocês e entre todas as pessoas, que de alguma maneira fazem parte deste Instituto. Sejam artífices de oportunidades, artífices de novos caminhos. Todos temos que ser purificados. Despertemo-nos para a solidariedade. Fixemos os olhos em Jesus que nos lava os pés: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Que a força do seu amor e da sua Ressurreição seja sempre um meio para a vida nova”.
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