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Membros da CNBB e Pastorais Sociais reassumem o “Pacto das Catacumbas” inspirados por Medellín

 em Igreja em Saída

Por Pe. Gianfranco Graziola

No começo de agosto, o Centro Cultural de Brasília hospedou mais um encontro da Comissão oito da Conferencia dos Bispos do Brasil (CNBB), que a partir de agora assumiu o nome de Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora. Bispos, Coordenadores de Pastoral e Secretários das regionais das Pastorais Sociais reassumem o “Pacto das Catacumbas” inspirados por Medellín.

Retomando o tema dos “sinais dos tempos” e respirando o ar novo do Concílio que Papa Francisco nos trouxe de volta, com uma Igreja pobre, para os pobres, a partir do batismo, que nos faz povo de Deus, os presentes no encontro reafirmaram os compromissos com os pequenos e excluídos, uma “Igreja dos Pobres”, que 42 Padres Conciliares de todos os continentes assumiram em 16 de novembro de 1965, já no final do Concilio, nas Catacumbas de Santa Domitila, e por isso conhecido como “Pacto das Catacumbas”.

Por este documento de 13 itens, os signatários comprometeram-se a levar uma vida de pobreza, rejeitar todos os símbolos ou os privilégios do poder e a colocar os pobres no centro do seu ministério pastoral. Comprometeram-se também com a colegialidade e com a co-responsabilidade da Igreja como Povo de Deus, e com a abertura ao mundo e a acolhida fraterna. Um dos proponentes deste documento foi Dom Hélder Câmara; entre os signatários estava Dom José Maria Pires, conhecido por “Dom Zumbi”, hoje arcebispo emérito da Paraíba (PB) e o mais antigo entre os bispos. Em seguida, 500 dos 2500 bispos do Concílio assumiram o “Pacto das Catacumbas”.

A celebração eucarística do final da jornada de trabalho, onde houve a análise do momento presente vivido da nação Brasileira e a retomada da Assembleia de Aparecida, foi um momento para fazer ecoar os sentimentos e as provocações vividas ao longo do encontro.

E na celebração final de envio não podia faltar o “agir”. Foi assim que na celebração eucarística, logo após a grande oração de ação de graças, debaixo da tenda, lembrando que somos povo de Deus a caminho, diante de Jesus presente no altar, diante da Palavra e com a presença de Nossa Senhora Aparecida,  cada um dos presentes, fazendo memória da caminhada e do “Pacto das Catacumbas” assumiu no silêncio o compromisso que guiará sua vida e ação a partir de agora.

E, num generalizado clima de desesperança que hoje se vive globalmente, em nosso continente e em nosso país, tem sido salutar voltar a fazer memória das raízes de uma história que reanima, reaviva a coragem e alimenta a profecia da Igreja do povo de Deus, continuando a colocar ao centro as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, que são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história.

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