Em entrevista à TV Aparecida, agente da PCr relata ações que realiza nos cárceres

 Em Igreja em Saída

Testemunho_Agente_PastoralO programa “Bom Dia Romeiro”, da TV Aparecida, em 26 de janeiro, tratou no quadro “Pé de Amor” sobre a ação da Pastoral Carcerária em atenção às pessoas presas. Para falar sobre o assunto, o convidado foi José Benedito dos Santos, coordenador da PCr na Diocese de São José dos Campos (SP), que conversou com a apresentadora Daniela Figueiredo.
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Membro da Renovação Carismática Católica, José Benedito intensificou a prática da oração e da evangelização em sua vida, mas sentiu que precisava fazer mais: “Algo ainda me incomodava dentro do coração quando eu lia aquela passagem de Mateus 25,36 ‘Estive preso e me visitaste’. Eu queria fazer essa experiência, pois como eu estive preso no mundo e alguém me visitou, me resgatou, eu queria fazer esse trabalho”, recordou.
José Benedito, que há sete anos é coordenador da Pastoral Carcerária em sua diocese (que conta com 36 agentes), enfatizou que na visita às prisões encontra algumas pessoas encarceradas injustamente e muitas que querem mudar de vida. “A Pastoral Carcerária dá apoio para essa pessoa, fala de Deus, olha por ela”, contou. “A gente encontra um grande desafio de como Igreja dar um apoio para ela, motivar, dizer que vale a pena ser de Deus, seguir este caminho, mesmo se ela tiver dificuldades”, explicou.
O coordenador diocesano da PCr enfatizou: “nosso sistema carcerário é um sistema falido, não recupera ninguém, os presos quase sempre ficam sem fazer atividade nenhuma”, afirmou. “De cada 10 presos, 8 retornam ao sistema penitenciário. Aqui no Brasil há muita dificuldade em recuperar as pessoas, aprisionam, colocam mais pessoas do que cabe nas celas. Quando vamos lá para falar de Deus, ficamos totalmente exprimidos, no cantinho, porque não temos espaço nem para evangelizar”.
José Benedito lamentou que ainda exista preconceito com o trabalho da Pastoral, uma ação que não é nova já que, segundo ele, o próprio Cristo, João Batista e o Apóstolo São Paulo também foram presos e receberam visitas.  “Nós que somos católicos temos que deixar um pouco o comodismo, nossa vida parada, às vezes, para começar a fazer aquilo que Jesus quer”, avaliou.
Por fim, ele fez um apelo: “Precisaríamos dos padres orientando as famílias, porque muitas delas não compreendem a Pastoral, isso só muda quando têm um filho preso, aí procuram a Pastoral. Em muitas paróquias, muitos padres, às vezes dizem: ‘na minha paróquia, não quero Pastoral Carcerária, porque se eu apoio a Pastoral, meus fiéis vão embora, estarei sendo conivente com o crime, dando apoio para eles’. Então, alguns padres não compreendem que o trabalho da Pastoral é visitar as pessoas, evangelizá-las para que cada uma delas saia dali e não retorne mais para o sistema, e ao voltar para a sociedade possa dizer para ela mesma que não valeu a pena a vida que ela levou lá dentro”, concluiu.
 
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