À Rádio Vaticano, Padre Gianfranco Graziola fala sobre o Grito dos Excluídos

 Em Igreja em Saída

Gianfranco_excluidos“Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”. Esta interrogação urgente foi escolhida como lema da vigésima primeira edição do “Grito dos Excluídos” no Brasil. Em programa todos os anos no dia 7 de Setembro, em concomitância com a festa nacional da independência, o “Grito dos Excluídos” é uma manifestação popular que conta com o apoio dos organismos para a pastoral social da CNBB, do Conselho das Igrejas Cristãs do Brasil e de organizações e movimentos comprometidos com a promoção da igualdade, da justiça e da defesa da vida.
“Quisemos começar pela pergunta ‘Que país é este?’ — explicou à Rádio Vaticano o Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária — e a resposta chegou dia após dia das periferias em que vivem as famílias pobres, dos jovens que sofrem a exclusão de uma sociedade elitista e seletiva, das vítimas da droga, dos presos esquecidos num sistema carcerário perverso, dos operários aos quais, pouco a pouco, são subtraídos os direitos, dos idosos que pedem para poder viver com dignidade os últimos anos da sua vida”, afirmou.
Além disso, no que se refere à questão dos meios de comunicação de massa, Padre Gianfranco fez votos a fim de que o Grito dos Excluído possa chamar a atenção para o poder dos meios de comunicação social na manipulação da opinião pública.
“Esta iniciativa — acrescentou o vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária — não pode calar-se, porque dá voz a quantos não querem deixar-se engolir pelo desespero, pelos ventos de morte e destruição que, inclusive através do uso deturpado dos mass media, pretendem roubar-nos a esperança”. É necessário, explicou o Padre, “defender os direitos fundamentais”, desmentir as informações manipuladas, “chamando o Estado às suas responsabilidades políticas e empreendendo o caminho rumo a um novo país, um novo Brasil”.
Iniciado em 1995, o Grito dos Excluídos luta há anos por uma maior transparência dos meios de comunicação social no Brasil, para sensibilizar a população acerca do problema da violência social, desenvolver a participação política dos trabalhadores e sustentar a ampliação dos direitos dos cidadãos, numa perspectiva de inclusão social.
 
Fonte: Rádio Vaticano
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