Igreja em saída na luta contra o cárcere

O Papa Francisco afirma claramente que o modelo de Igreja de nosso tempo deve ser uma Igreja “em saída”:

“É vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo”.

Em concordância com as declarações do papa, o Documento de Aparecida afirma:

“A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais… Isso não depende de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos, discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja se reconhecer com a luz e a força do Espírito”.

A própria Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entendeu que as Pastorais Sociais devem ser expressão da Ação Social Transformadora do Evangelho traduzido e concretizado pela Doutrina Social.

Nós da Pastoral Carcerária sabemos bem que nosso horizonte é sermos parte dessa Igreja “em saída”, na luta cotidiana contra o cárcere.

A igreja, assim como as pastorais, devem estar em movimento e na defesa da dignidade humana, para não correr o risco que a última Conferencia Latino Americana e do Caribe apontou, de se tornarem um “medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja na qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez”.

Sendo assim, a Pastoral Carcerária, hoje, dentro de uma Igreja “em saída”, tem uma única e irrenunciável expressão: o mundo sem cárceres.

DECLARAÇÕES:

Declaração Papa

Declaração PCr

Declaração Celam

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