‘Se aproxima muito de um camburão humano’, diz Arcebispo de Maceió sobre prisões

 Em Combate e Prevenção à Tortura

Maceio“Horrível. Não vi condições de plena ressocialização do ser humano no sistema prisional da capital. A situação é muito precária”. A afirmação é de Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, após visitar, em 2 de junho, os presídios Baldomero Cavalcanti, Cyridião Durval, o Manicômio Judiciário e o Núcleo Ressocializador, todos localizados na capital de Alagoas.
Dom Antônio já tinha estado em alguns dos presídios da capital, mas para celebrar casamentos ou compartilhar com os presos momentos de fé, mas foi a primeira vez que fez uma visita em detalhes, por pouco mais de duas horas, onde atestou a violação recorrentes de direitos humanos. “Visitei cela por cela. Vi muita sujeira, muito esgoto e muita coisa inacabada nos presídios”, afirmou em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas
O Arcebispo chamou a atenção, ainda, para a falta de assistência jurídica aos presos. “É gente demais esperando uma definição judicial”, criticou Antônio Muniz. “Muitos dos presos pediram a bênção e ajuda para sair da situação em que se encontram”, completou o Arcebispo.
Dom Antônio enalteceu a atuação da Pastoral Carcerária nas unidades prisionais, e detalhou outras situações que testemunhou nas visitas.
“Vimos uma situação muito preocupante nos presídios. Visitamos todas as unidades e observamos um quadro de clamar aos céus, visto que se encontra fora de qualquer parâmetro. Presos que estão há muito tempo sem o direito de ter o seu crime julgado; outros que já deveriam estar soltos e seguem detidos. Ou seja, um quadro que se aproxima muito de um camburão humano”, frisou.
O Arcebispo também fez críticas a lógica de encarceramento massivo. “É triste encontrar muitos jovens presos nessas condições precárias. Eles têm que responder pelos seus crimes, mas imagino que o Estado tem que ir além de simplesmente aprisionar. A Vara de Execuções Penais e o Ministério Público devem criar mecanismos que flexibilizem essas medidas de punição, dialogando com todos os envolvidos nesse processo”, expressou.
Fontes: jornal Gazeta de Alagoas e Arquidiocese de Maceió
 
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