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Padre Valdir e Paulo Malvezzi falam a jornais da Itália e do Reino Unido

 em Combate e Prevenção à Tortura

Os massacres nas prisões brasileiras no início do ano ganharam destaque na imValdir_e_Pauloprensa internacional. Desde então, a Pastoral Carcerária Nacional tem sido procurada por correspondentes no Brasil de sites e jornais de diferentes partes do mundo para uma palavra sobre as situações que levaram às precárias condições do sistema prisional no país.

O jornal “The Tablet”, do Reino Unido, conversou com o Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária.

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Padre Valdir enfatizou que no Brasil as prisões se destinam para as camadas mais pobres da sociedade e destacou que mais de 40% dos presos são provisórios e ainda aguardam julgamento, sendo que 25% desses encarcerados são inocentados ao serem julgados.

O coordenador nacional da Pastoral Carcerária defendeu, ainda, que haja uma revisão na atual legislação sobre drogas, que em vigor desde 2006 fez o número de pessoas presas por delitos de drogas do
brar, e no caso das mulheres o aumento do número de presas foi de 64%. Padre Valdir acredita que se as drogas fossem tratadas como o álcool, por exemplo, o poder das organizações criminosas seria minado, pequenos traficantes hoje presos poderiam ser soltos e estariam fora do controle das redes criminosas que comandam as prisões.

Quem também falou com a imprensa internacional foi Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico nacional da Pastoral Carcerária, em reportagem do jornal italiano “Il Fatto Quotidiano”.

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Segundo Paulo, o encarceramento em massa é uma prática que se perpetua há anos no país, de modo que os recentes massacres não devem ser vistos como uma surpresa. Ele garantiu que a Pastoral Carcerária recorrentemente denuncia a existência de uma violência nas prisões alicerçada no sofrimento e na injustiça social, especialmente com os mais pobres.

Paulo Malvezzi comentou, ainda, que o Estado brasileiro se vale das facções criminosas para controlar as prisões.

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