Padre Valdir: ‘As senzalas tinham mais ventilação’

 Em Combate e Prevenção à Tortura

Capa_padre_ValdirA estréia do documentário “Sem Pena”, vencedor do prêmio do júri popular do 47º Festival de Brasília, tem gerado uma série de reportagens sobre os sistemas prisional e judiciário no Brasil. Uma destas foi publicada pelo jornal O Globo, em 11 de outubro.
Entrevistado para a reportagem, padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, comentou sobre a falta de higiene e conforto a que são submetidos os presos no Brasil. Ele relatou de forma específica as condições das pessoas encarceradas no Acre e no Amapá, estados da Região Norte, que visitou em setembro.
“Há pessoas feridas, machucadas, doentes. Ratos que brincam nos corredores, baratas. É um ambiente doentio, feito para matar as pessoas. Em algumas celas, o espaço é tão pequeno ou cheio que não dá para se deitar. As pessoas são obrigadas a dormir sentadas e enfrentar altas temperaturas. As senzalas tinham mais ventilação”, afirmou ao jornal.
No filme “Sem Pena”, detentos, egressos, especialistas e autoridades dão testemunhos que intensificam o debate sobre os sistemas judicial e prisional brasileiro. Eles falam sobre os direitos dos detentos, prisões arbitrárias, morosidade da Justiça e desrespeito.
Interna_inferior_O_Globo“As pessoas vivem essa onda de violência, que é cada vez mais crescente, e a resposta imediatista é: vamos endurecer as penas, prender mais, reduzir a maioridade penal. O que o filme se propõe a discutir é que já estamos prendendo muito. O Brasil é o país onde mais cresce a população presa. A violência está melhorando? Ou ela está se acentuando mais?”, disse, à reportagem, Marina Dias, ex-presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), organização da sociedade civil parceira da Heco Produções na realização do filme.
LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM DO JORNAL O GLOBO

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