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Padre Gianfranco: ‘A cadeia não presta, não serve’

 em Combate e Prevenção à Tortura

Interna_GianfrancoO Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária, foi convidado a falar sobre as condições do sistema carcerário brasileiro, em 25 de agosto, no telejornal Seu Jornal, da Rede TVT, a tevê mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA (VÍDEO A PARTIR DE 3´22”)

Padre Gianfranco avaliou que o sistema carcerário é um ambiente de tortura, onde falta o direito aos presos à alimentação de qualidade, acesso à saúde e à Justiça. “Há mais de 60% de presos provisórios nas cadeias brasileiras, à espera de um judiciário lento, moroso, e de uma audiência de custódia que não está respondendo ao que se pensava. Foi apresentada como a salvação, mas pelo menos em São Paulo, pelos dados que temos, não diminuiu, mas sim aumentou em quase 20 mil a quantidade de presos, então, essa ainda não é uma solução”, comentou.

O vice-coordenador nacional da PCr enfatizou que “a cadeia não presta, não serve. O que serve, são urgentes medidas de desencarceramento, e pensar a questão das drogas como uma questão de saúde e não de punição. É preciso deixar aquele pensamento militarista e de ditadura que continua dentro da democracia de punir, e punir, e punir, de encarcerar e encarcerar, de excluir da sociedade: os números indicam a maioria de presos jovens, negros e periféricos”.

Padre Gianfranco também destacou que as mulheres sofrem ainda mais nas prisões. “Em primeiro lugar, os presídios são feitos por homens; depois, os agentes penitenciários são homens na sua maioria; as mulheres são obrigadas a vestir o traje masculino; e têm que se separar dos filhos”, exemplificou, lembrando, ainda, o aumento do número de presas por conta do envolvimento com as drogas. “As mulheres se tornam as que assumem o negócio [comércio de drogas] do marido ou algumas vezes a droga é encontrada em suas casas e elas não sabem”.

Por fim, o Sacerdote lembrou que a sociedade, no geral, tem pouco conhecimento sobre a realidade do sistema carcerário e, assim, desconsidera os direitos dos presos. “Existe o preconceito na sociedade. Na lei, está que o preso perde apenas dois direitos: o direito de ir e vir, porque está encarcerado, e os direitos políticos quando for transitado em julgado, e questionamos essas duas coisas. A pessoa permanece pessoa. O encarceramento é tortura”.

 

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