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“Os presídios não têm condições de ressocializar pessoas”, afirma padre Valdir

 em Combate e Prevenção à Tortura, Notícias

Capa_reportagem_RDBNos últimos quatro anos, o estado de São Paulo prendeu 41.811 presos, uma média de 37,46 presos por dia, e entre 2011 e 2013, as unidades prisionais paulistas, tiveram um acréscimo, em média, de 12 mil detentos ao ano. Em recentre declarações, o governador Geraldo Alckmin considerou que o aumento da população prisional é fruto de política séria, que consiste “em coibir e combater a ação criminosa. São Paulo conta hoje com a polícia que mais prende no Brasil”, comemorou.

Entrevistado pelo site da Rede Brasil Atual, em uma reportagem sobre o crescimento de pessoas presas em São Paulo, padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, considerou que o estado prende mais porque é ineficiente na área social.

“A nossa população carcerária é sempre a população mais pobre, mais miserável da sociedade. Lá onde o estado não trabalhou e estiveram ausentes as políticas públicas mínimas e necessárias, o estado responde sempre com a força policial, com a repressão. Joga no presídio e continua a mesma ausência de políticas”, avaliou o padre.

Interna_reportagem_RDBSegundo da Secretaria de Segurança Pública (SAP), há no estado de São Paulo 205.467 pessoas presas, praticamente o dobro da capacidade das 106.575 vagas dos presídios. A situação mais crítica está nos 41 Centros de Detenção Provisória (CDPs). No CDP I e II de Osasco, por exemplo, há três vezes mais presos do que a capacidade de ocupação. A solução apresentada pelo governo é a construção de mais unidades prisionais, 49, com 42 mil vagas ao todo. Tal política é alvo de críticas da Pastoral Carcerária.

“Aumentaram os presídios e a superlotação continua no mesmo nível. Quanto mais se constrói, mais prisões acontecem. É preciso repensar a política inteira”, ressalta padre Valdir.

A superlotação carcerária, impulsionada pela grande quantidade de presos sem julgamento, e as péssimas condições das unidades prisionais tem desencadeado a proliferação de doenças e mortes nos presídios. “Aqui em São Paulo, a média anual de mortes está em 495 por ano nos últimos dez anos”, contabiliza padre Valdir, apresentando dados obtidos por um juiz corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo junto à secretaria. “São mortes por doenças ou ferimentos que não recebem atendimento adequado”, pontua o coordenador nacional da PCr.

Na reportagem, o padre também afirma que em todo o Brasil os presídios estão sob o comando dos presos. “Tem diretor, sim, mas você tem que seguir o que os presos internamente combinam. Também há poucos funcionários. E assim, os presídios não têm condições de ressocializar pessoas. Em São Paulo não é diferente.”

O coordenador nacional da Pastoral Carcerária comentou, ainda, sobre a falta de uma política efetiva para a ressocialização dos egressos em São Paulo. “Não há qualquer programa de reinserção para a pessoa que sai do sistema prisional, um acompanhamento real ou preparação para as pessoas conseguirem emprego. Inclusive a falta de apoio ao egresso é uma situação que deixa a pessoa em extrema situação de vulnerabilidade, o que pode ser um fator determinante para a reincidência no crime”, avaliou.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO SITE DA REDE BRASIL ATUAL

 

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