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Entidades pedem que PLS 513/2011 seja discutido em outras comissões no Senado

 em Agenda Nacional pelo Desencareramento

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NOTA DE APOIO

As organizações que subscrevem o presente documento, vêm, por meio deste, manifestar seu apoio irrestrito ao pedido do Senador Paulo Paim, para que o PLS 513/2011, que estabelece normas gerais para a contratação de parceria público-privada para a construção e administração de estabelecimentos penais, abrindo caminho para a propalada privatização do sistema prisional, deixe de tramitar, exclusivamente, pela Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional e, seja submetido à apreciação por outras comissões temáticas relevantes, pelos motivos abaixo elencados:

  1. A proposta é flagrantemente inconstitucional e viola o princípio do monopólio estatal do uso da força, eis que delega o poder punitivo do Estado à empresas privadas;
  2. A privatização do sistema penitenciário fortalece as condições para o encarceramento em massa, uma vez que grupos econômicos passam a se beneficiar de mais e maiores penas, e influenciam diretamente a formulação da política criminal e penitenciária;
  3. A privatização do sistema carcerário precariza ainda mais as relações de trabalho, com a substituição de servidores públicos por profissionais mal remunerados, com pouco treinamento e alta rotatividade;
  4. A privatização não proporciona condições melhores de encarceramento, sendo que inúmeras unidades total ou parcialmente já administradas pela iniciativa privada, como o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, foram alvos de graves denúncias de violações de direitos;
  5. A privatização do sistema penitenciário enfraquece os mecanismos de transparência e controle, favorecendo ainda mais a ocorrência de atos de corrupção e abusos contra a população prisional e trabalhadores do sistema;
  6. As Regras de Mandela, da ONU, recomendam que os trabalhadores do sistema prisional sejam servidores públicos. Além disso, a privatização carcerária já foi repudiada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, pelo Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, pela CNBB, e diversas outras organizações de defesa dos direitos humanos, associações de classe e estudiosos do tema.

Portanto, diante da complexidade da matéria, e dos enormes impactos que a referida proposição pode causar em uma área tão sensível, reiteramos o pedido do Senador Paulo Paim e a necessidade do mais amplo e democrático debate sobre o tema.

Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB

Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB

Pastoral Carcerária Nacional – CNBB

Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo

Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM

Associação Juizes para a Democracia – AJD

Conectas Direitos Humanos

Internacional de Serviços Públicos – ISP

Sindicato dos Agentes Penitenciários Federais – SINAPF

Federação Nacional Sindical dos Servidores Penitenciários – FENASPEN

Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários – FEBRASP

 

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