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‘Caminhamos para ter 1 milhão de presos’, lamenta pesquisadora da USP

 em Agenda Nacional pelo Desencareramento

Carandirus_por_anoParticipante de um seminário sobre doenças e espaços de exclusão, realizado em 19 de novembro na USP pelo Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) e pelo Departamento de História da USP, Regina Célia Pedroso, doutora em História Social, afirmou que as precariedades prisionais no Brasil tendem a piorar. “Caminhamos para ter 1 milhão de presos e 80% de reincidência no Brasil”, disse. Atualmente, dados oficiais dão conta de 650 mil presos no Brasil e 70% de reincidência.

Regina Célia avalia que boa parte das mortes nos presídios brasileiros se deve por doenças contraídas na prisão, sendo a mais comum a tuberculose, que mata de duas a três pessoas presas diariamente no Brasil.

A pesquisadora estudou as condições dos presídios femininos e constatou que são muito comuns as doenças adquiridas no cárcere. Especialmente as de pele e do aparelho reprodutor, por conta da insalubridade e da precariedade das instalações. Ela lembrou que presídios femininos, a rigor, quase não existem, o que há são adaptações dos ambientes construídos para prender homens.

Outro dado apresentado por Regina é que em São Paulo, cada pessoa perde, em média, três dentes durante o período em que permanece na prisão. Também há pessoas anêmicas em quase todas as unidades prisionais.

Regina Célia enfatizou que a situação nos presídios brasileiros “no governo Dilma piorou muito”. Segundo ela, os representantes do governo “não conseguem inverter a situação e violência por causa dessa visão de que o preso é o mal, que não têm direitos”. Ela também criticou o judiciário pela demora no julgamento dos presos provisórios. “Não existe, na prática, o sistema de regeneração social”, garantiu. “Estamos criando criminosos”, enfatizou.

 

Fonte: Outras Palavras/ Blog do Alceu Castilho

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