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Notícias › 06/07/2017

PCr de Taubaté realiza noite de reflexão sobre o irmão preso

No último sábado (01/07), no Centro Pastoral Santa Terezinha, a Pastoral Carcerária da Diocese de Taubaté, como já é tradição há alguns anos, realizou a “Noite de Reflexão sobre o irmão preso”.

Os principais temas do encontro foram os 25 anos do Massacre do Carandiru e informações Gerais do Sistema Prisional para os agentes.

O momento foi iniciado pelo coral Beata Albertina, composto por crianças da paróquia Menino Jesus de Caçapava, que cantaram músicas católicas e algumas canções tradicionais relacionadas à Pastoral Carcerária.

A seguir, Padre Gabriel Henrique de Castro saudou todos os 80 participantes, agradecendo a disponibilidade e presença.

Além de agentes da Pastoral, diretores do CDP de Taubaté e da P2 masculina de Tremembé, membros do Conselho de Comunidade (Comarca de Taubaté), membros da Aldeias de Vida e integrantes do Movimento Mãe Rainha estavam presentes.

Deyvid T. Livrini Luiz, coordenador estadual da PCr em São Paulo fez uma breve exposição sobre os 25 anos do Massacre do Carandiru, lembrando que os massacres se repetem diariamente nas periferias e nos s presídios, atingindo a população mais pobre e excluída da sociedade.

O massacre no Carandiru foi uma resposta policial a uma rebelião, que vitimou 111 presos da Casa de Detenção do Carandiru, na capital paulista, em outubro de 1992. O episódio repercutiu até fora do Brasil devido à quantidade de mortos e também à forma como os presos foram abordados pela polícia.

120 policiais militares foram indiciados. Em 2001, o comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes. Ele recorreu da sentença e o Órgão Especial do Tribunal de Justiça o absolveu do crime em 2006, mesmo ano em que Ubiratan morreu.

Outros 74 PMs envolvidos no massacre foram condenados em diversos julgamentos feitos entre 2013 e 2014, mas em setembro de 2016, o TJ de SP anulou os julgamentos de todos os 74 policiais. A Promotoria anunciou que entraria com recurso para manter as condenações.

Em seguida, o Deyvid deu informações gerais sobre o sistema Prisional no Brasil e em São Paulo, salientando o crescimento da população carcerária no país.

Entre 1990 e 2014, segundo dados do Ministério da Justiça, a população carcerária brasileira aumentou 575%. A população prisional do Brasil, em 2016, era de 657 mil presos. Desses,  233.474 estão em São Paulo.

Segundo o coordenador estadual, 30% das pessoas privadas de liberdade em São Paulo são presos provisórios, ou seja, que ainda não tiveram suas sentenças julgadas.

80% da população carcerária paulista é composta por jovens, pobres, negros  ou pardos entre 18 e 29 anos. São cidadãos com baixa ou nenhuma escolaridade e moradores das periferias das grandes e médias cidades. Pessoas acusadas, em regra, de crimes contra o patrimônio ou de pequeno comércio de entorpecentes”.

 


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